quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Amargo regresso


C.- Estou me sentindo muito perdida. Estou com 34 anos, e sou formada, morava em São Paulo. Mas por causa de alguns problemas familiares, tive que retornar para a cidade do interior onde minha mãe mora com minha filha de 15 anos.
Aqui é uma cidade sem recursos, é o fim do mundo, estou acostumada com uma vida corrida e agora estou aqui sem nenhuma perspectiva, pois aqui não encontro nada voltado para minha área.Sinto que a cada dia estou me acabando estou aqui apenas 4 meses, mas parece que estou há anos.
Sou uma pessoa cheia de vida, que tenho vários projetos, sonhos, mas que aqui não vejo como realiza-los.Preciso de ajuda para aceitar esta nova condição de vida, mas a unica coisa que sei fazer é chorar e ficar irritada com todos.Me ajude a pensar.Obrigado por este espaço para me abrir e desabafar minha inquietação e desespero.

Resposta: Cara C., seu e mail indica que entrou num processo depressivo.O choro constante e a irritação podem ser sintomas de depressão.
Não mencionou a natureza dos problemas familiares que a obrigaram a mudar de cidade, mas pode ser bom investigar se aí se encontra a causa do sua desesperança. Por outro lado, a vida corrida da cidade grande talvez servisse de 'camuflagem' para alguma dor interna que agora se manifesta.
Minha recomendação é que procure ajuda profissional para falar e se ouvir até encontrar de volta a pessoa cheia de vida e projetos que é. O mundo é repleto de oportunidades para todos, mas para perceber essa evidência  precisamos estar saudáveis e abertos às possibilidades. Abraço
Aglair Grein-psicanalista

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Suicídio:quanto antes detectar, mais fácil prevenir.



No Brasil ocorrem, em média, 25 suicídios por dia. Somente em 2014 o suicídio matou mais pessoas do que a AIDS ou a guerra .Não há morte por suicídio. Há morte por depressão. Quanto antes se detectar, mais fácil prevenir.

*“Quem fala não faz” é um mito comum sobre o suicídio.
 A maioria dos suicidas dá sinais claros de que vai se matar. São praticamente anúncios. Normalmente os mais jovens são mais diretos. Eles verbalizam claramente, ou avisam pelas redes sociais, por e mail. Já os mais idosos são mais sutis. Eles se despedem distribuindo posses.

Há também os sinais indiretos, que precisam ser decodificados. Um tipo de sinal, neste caso, é começar a colocar a vida em risco, como abusar de álcool e drogas, dirigir de forma irresponsável, brincar com armas de fogos perigosas. São os chamados suicidas passivos.

 *Perguntar se a pessoa pensa em se suicidar não a induzirá ao ato? Ao contrário, falar sobre o assunto pode salvar muitas vidas. Se você ficou desconfiado diante dos sinais, pergunte a ela: 'você está pensando em se matar?' Faça então um encaminhamento desta pessoa a um profissional de saúde mental. Para o copo não transbordar, precisa esvaziar. 

*Mudanças bruscas de comportamento são as principais pistas que o suicida dá. Por exemplo, pessoas muito tímidas e, do nada, ficam muito agitadas. Também acontece uma retirada da vida social, um isolamento, ou abuso de álcool e drogas.

*Grande alteração alimentar ou de sono, sentimento de desvalor e desesperança. Pessoas que tiveram perdas recentes, como mortes, divórcio, histórico familiar de suicídio ou que tiveram diagnóstico de doença grave, fazem parte do grupo de risco.

*Nem todo suicida quer morrer, apenas quer mudar a situação. Todo suicida é ambivalente: uma hora ele quer, na outra não.  Isso explica porque muitas vezes, quando o suicida fez uso de um método letal e está à beira da morte, bate o desespero e  se arrepende.

* Um conselho importante é não ignorar qualquer sinal. Leve a sério as ameaças e tome providências para ajudar a pessoa em risco.O tratamento dos transtornos psicológicos é a primeira intervenção. Isso porque a maioria dos suicidas têm um transtorno como depressão ou outros males associados.

 [Adaptado da Web]

quinta-feira, 4 de julho de 2013

PESSOAS TÓXICAS - CUIDADO!



Muitos dos problemas de autoestima que afetam milhares de jovens e adultos nada têm a ver com doenças de carater emocional ou psicológico, (embora possam vir a se tornar um problema desse genero), mas a sua genese está nas pessoas tóxicas que permitem que interfiram e permaneçam na sua vida. Estas pessoas têm a capacidade de despertar o pior que há em nós e até de nos fazer acreditar que somos frageis, instáveis, incapazes de tomar decisões sem o seu parecer, incapazes de nos relacionar com o próximo e de sermos independentes.

Por norma, as pessoas tóxicas procuram controlar os outros através do abuso emocional. Levam os que lhes são próximos- através das críticas constantes- a crer que algo terrível lhes acontecerá se algum dia se desprenderem deles. Incapazes de fazer um elogio, dão ares de conhecer grandes segredos a respeito das outras pessoas, de saber coisas que mais ninguém sabe, tudo para os certificar que a terra para de girar se eles assim o desejarem.

Muitas pessoas adultas e talentosas vêm os seus casamentos fracassarem por causa de pais tóxicos. Muitos jovens já cometeram suicídio por causa de pais, irmãos, amizades e relacionamentos amorosos altamente tóxicos.

Conhece alguém que o tira do sério? Logo você que é bem visto no seu emprego, que é um bom cidadão, que é querido pelos amigos, alguém a quem atribuem qualidades pessoais e profissionais com alguma facilidade, mas que quando a pessoa tóxica chega perto , não só o leva a desencadear um ataque de fúria como ainda consegue sair da situação como vítima?
 Conhece alguém que não poupa de o envergonhar em público, de expor a sua intimidade, os seus segredos, as suas dificuldades, as suas trapalhadas de infância, nos momentos mais inapropriados só com a intenção de o envergonhar? E o pior é que as coisas são feitas de tal maneira que se você tentar refutar os argumentos da pessoa, seja com um sorriso forçado, seja com indignação evidente, acaba sempre por ficar mal visto.

Só há uma saída, por vezes dolorosa, sobretudo se estamos falando dos nossos próprios pais, irmãos, tios, parceiro sentimental, etc. Só há uma saída: afaste-se. Se o laço familiar não permitir um corte 100%, fale e conviva apenas o necessário e não fique com remorsos, porque, repare: se insistir num relacionamento tóxico, a loucura do outro vai acabar por enlouquecê-lo. 

Mais vale estar só e saudável do que doente ao lado de alguém. Não precisamos de mais mentes distorcidas na sociedade, nem de gente viciada em dramas. Precisamos é de sanidade mental e de pessoas capazes de conviver com o sucesso alheio, desprendidas de inveja, de competição e de outros sentimentos destrutivos.

[Texto adaptado da Web]

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Minha filha é gay. E agora ?



R.L.-Estou passando por uma fase muito difícil: minha filha de 18 anos vem me dizer que e gay! Quase morri.Disse pra ela não contar pra ninguém da família.Eu sou culpada por que  sempre falei mal dos homens, estou casada com o pai dela só por causa da situação financeira (olha que vai fazer 22 anos que estou neste casamento), nunca fui feliz com ele e acho que isto influenciou muito ela.Alem de tudo tem uma tia que é gay assumida, e quando contei pra ela que a tia era, falei que era normal (ela estava com 11 anos). Apesar do pai dela conversar com a namorada da tia dela , não aceita a opção da irmã.Acho que ficaria mais feliz se não soubesse a verdade.Fique tao magoada com ela...sera que uma fase? Se o pai dela souber nao sei o que ele pode fazer.Agora eu fuço os email dela, o face, twitter ...tudo. Estou perdida, nao consigo conversar com ninguem sobre isto. Me ajude, por favor.


Resposta:

Entendo sua surpresa e preocupação, R.L., mas se você conversar mais com sua filha ( em vez de fuçar o computador) , se aproximar de verdade, ouvi-la com amor e compreensão, ler mais sobre o assunto, talvez possa entender que a homossexualidade é bem mais que uma opção ou influência do meio.É um caminho dificil o bastante para ser encarado como uma opção.
 Enfrentar os preconceitos e caminhar de mãos dadas com sua filha é uma escolha saudável para você, apesar de- neste momento- parecer dificil.
Quero te informar que é possivel ser mãe ou pai de um(a) filho(a) gay e ser feliz.É claro que as preocupações transitam pela trajetória complicada da filha- preconceitos, discriminações, e certas pressões da sociedade. Mas até isso já está menos intenso, com a abundancia de informações sobre o assunto.
Mais importante que tudo é você se desfazer destes sentimentos de culpa, totalmente infundados. Mantenha-se inteira para poder apoiar sua filha, aceitando a pessoa que ela é, independente da sua preferencia sexual.
Talvez te ajude a leitura do livro " Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais" de Edith Modesto ( Editora Record). Abraço
 Aglair Grein-psicanalista

Murro em ponta de faca

A.M - ESTOU MTO CONFUSA COM UM AMOR,ESTOU COM UM HOMEM HA OITO ANOS E ELE ME DISSE QUE NOSSO RELACIONAMENTO NÃO PASSA DE UMA ILUSÃO.TO TRISTE, MAGOADA, PORQUE ELE HA MAIS DE UM MÊS SÓ FALA COMIGO POR CELULAR E NO FACE,NÃO QUER ME VER DE JEITO ALGUM.NÃO SEI O QUE FAZER, O QUE FALAR.. AMO POR DEMAIS ELE,NÃO TENHO FILHOS E ELE TEM.NÃO CONVIVO COM NINGUÉM DA FAMILIA DELE,É SÓ NÓS DOIS.SEMPRE O AJUDEI, MAS ALGUNS MESES ATRAS RESOLVI NÃO AJUDAR MAIS. QUERO ESQUECER, MAS NÃO CONSIGO ESTOU COM DEPRESSÃO, TOMANDO REMEDIOS FORTES ,CHORO DIA E NOITE. NÃO TENHO COM QUEM CONVERSAR E QUANDO O PROCURO ELE ME DIZ: "É SÓ ASSIM QUE IREI FAZER, FALAR CONTIGO NO CELULAR. NÃO QUERO TE VER". E ISTO ME DEIXA MUITO MAGOADA, PORQUE SEMPRE FUI HONESTA COM ELE.VC PODE ME AJUDAR?

Resposta:

Por que razão você se machuca tanto? Não percebe que está dando murro em ponta de faca ?
Ele é ele, e o que está evidente é que está também sendo muito honesto e objetivo: não quer mais o relacionamento. Olhe para si e se pergunte : por que você ainda resiste em acreditar nele ? 

Não há motivo para estar confusa, não é hora de fantasiar sobre os motivos dele, e sim aceitar que chegou ao fim. Quanto mais você o perseguir, mais ele vai correr. Alguém entra em nossa pele e nos faz desmoronar somente quando - e se - nós permitimos. Ficar triste e dolorida, sentir falta e ter saudades é uma coisa,  desmoronar é outra. 

Vá em busca de uma psicoterapia para descobrir as razões da sua dificuldade em aceitar a perda, descobrir onde você abandonou sua autoestima, os motivos porque se agarra ao sofrimento. Além disso, está mais do que na hora de ir em busca do resgate do seu amor próprio. Abraço

Aglair Grein-psicanalista