segunda-feira, 14 de outubro de 2019

O DEPRESSIVO NEM SEMPRE É TRISTE E APÁTICO



Há uma diferença entre ficar triste e ser uma pessoa clinicamente deprimida. Depressão é a sensação constante de estar entorpecido. Você acorda de manhã pensando em voltar para a cama novamente, é uma sensação constante de estar sempre cansado
.
Estamos vivendo segundo as regras de uma geração superficial, onde postamos uma foto no Instagram todos os dias, mas não falamos com nossos amigos e parentes por semanas, sob a desculpa de “estar ocupado”. Com o tempo, as distâncias entre as pessoas aumentam.

 Existem milhões de artigos e citações na mídia social que falam sobre depressão, onde quase toda pessoa deprimida é pintada com a cor preta e relacionada a uma música de Pink Floyd. Vamos quebrar a imagem estereotipada que criamos para a depressão. Hoje trazemos 11 inacreditáveis hábitos ​​de pessoas que sofrem de depressão.

 1-Eles são seres talentosos e expressivos. Eu não estou dizendo que a tristeza te faz talentoso. É que as pessoas deprimidas são muito expressivas quando encontram uma oportunidade e liberdade para se expressar totalmente em seu campo de interesse. O mundo foi abençoado com algumas das mais belas jóias como Jim Carrey, Robin Williams e Bill Hicks. E parte meu coração dizer que todos eram soldados que lutavam contra a depressão. Talvez isso apenas os ajude a sentir as coisas mais profundamente e é exatamente isso que eles retratam em seus trabalhos.

2- Sua vida é uma luta constante contra pensamentos indesejados Suas mentes são um lugar bagunçado. Eles estão constantemente nadando entre uma poça de pensamentos e isso simplesmente não para, não importa o que eles façam. 

3- Eles têm um mecanismo de defesa alto. Mantêm paredes altas construídas para si mesmos, o que impede que alguém chegue até eles. Pessoas com depressão podem encobrir ou disfarçar qualquer coisa.  São extremamente habilidosos para esconder emoções.

 4- Eles têm muito senso prático,  questionam tudo e fazem tudo ao seu alcance para buscar respostas ou soluções. Isso geralmente leva à ansiedade, mas eles sentem a necessidade de saber. 

5- Eles conseguem usar máscaras para esconder suas emoções,  dominaram aarte da  camuflagem social desde crianças, e a aprimoraram durante  toda a vida. Ser cauteloso é  sua preocupação e a única maneira de evitar riscos é se esconder sob máscaras impenetráveis; fachadas de simpatia, felicidade e sorrisos. Você nem vai saber há anos que uma pessoa que conhece muito bem estava deprimida. Eles não baixam a guarda facilmente. 

6- Eles clamam por ajuda secretamente. Todos nós precisamos de um ombro para chorar de vez em quando. Mas para as pessoas deprimidas, seus pedidos de ajuda são muito silenciosos. Eles nunca pedirão ajuda, mas são eles que mais precisam. 

7- Eles não têm horário definido para dormir e têm um padrão de sono muito incomum. Às vezes eles ficam na cama todos os dias. E às vezes  passam semanas praticamente sem dormir. 

8- Eles têm problemas de abandono.  Nunca confiam em alguém completamente quando alguém lhes diz que eles estão aqui para ficar.  São emocionalmente muito inseguros. 

9- Eles são suas próprias armaduras. Resolvem seus próprios problemas sem pedir ajuda a ninguém, mesmo nas situações mais críticas.

10- Eles têm hábitos alimentares estranhos : podem passar um dia inteiro sem comer, mas às vezes não vivem sem comida. Dizem que suas emoções afetam seus hábitos alimentares. 

11- Eles estão sempre prontos para o pior. Em função dos pensamentos negros e pessimistas, estão preparados para tudo, antecipando desde as contrariedades do dia a dia às questões mais angustiantes como o futuro de pobreza, doenças ou morte Mas doer antes não significa que dói menos.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

CODEPENDÊNCIA E RELACIONAMENTO PATOLÓGICO

 Codependência é caracterizada quando um parceiro se doa em excesso ao outro em uma relação disfuncional e desequilibrada. 

Namoro / Casamento abusivo: quando o amor dá lugar à obsessão e violência

Considerado patológico, esse tipo de relacionamento pode mascarar problemas psicológicos ou emocionais originados na infância ou adolescência.  Dentre as principais características do codependente está o hábito de atuar como cuidador ou salvador do outro, aceitar justificativas falsas, mentiras, enganos, negligência e até a violação de acordos para manter o relacionamento.

Apesar de o senso comum remeter a codependência ao namoro ou casamento, ele pode acontecer em diversos tipos de relacionamento: entre pais e filhos, irmãos, familiares, amigos e até entre chefes e funcionários. As pessoas carentes, que se sacrificam pelos outros, que têm dificuldade de ficar só, que sofrem com problemas sexuais, que são ansiosas ou costumam engolir os próprios sentimentos e emoções são mais suscetíveis a se envolver em uma relação de codependência.

A pessoa se autoanula por medo de perder o amor do outro acreditando que há um ganho secundário, embora exista um sofrimento muito grande ao tolerar certos tipos de abuso

Sobre os abusos,eles podem ser físicos, verbais, psicológicos ou emocionais, e acontecem de forma gradual incluindo até o afastamento da família e dos amigos. O abuso psicológico denominado gaslighting é um dos mais comuns na codependência e é caracterizado pela distorção ou omissão de informações, ou situações para fazer com que o outro questione sua própria sanidade mental ou se confunda.

É possível superar a codependência?

Sim, é possivel. A terapia individual ou em grupo é um auxílio importante, assim como o apoio da família e dos amigos, especialmente quando o parceiro cansado de ser codependente precisa se fortalecer para romper o vínculo ou para mudar a situação. Além da ajuda de profissionais das áreas de psicologia e psicanálise, é possível encontrar apoio em grupos de autoajuda, como o Codependentes Anônimos Brasil.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

4 maus costumes que podem destruir seu casamento



Imagine a seguinte cena: você chega do trabalho e seu parceiro já começa a cobrar ou a reclamar de algo, você responde de forma ríspida e os dois começam então uma sequência de críticas, insultos e acusações. No final, não há um acordo entre vocês – nem um e nem outro reconhece o erro e o clima pesado toma conta da casa. Essa situação é familiar para você? Se for, não se desespere! O primeiro passo para quebrar esse hábito é reconhecê-lo.
Depois, é preciso também estar disposto a mudar, caso contrário, muito provavelmente, seu casamento entrará em uma crise, afinal atitudes como essas destroem qualquer relacionamento. Então, tome cuidado e não repita os seguintes costumes que podem se tornar muito nocivos para o seu casamento:

1. O costume de revidar

Quando marido e esposa respondem negativamente um ao outro, a conversa fica cada vez mais hostil. E os comentários negativos crescem cada vez mais com a raiva e frustração. Deste modo, a tendência será sempre pensar que “o que vai, volta”, no intuito de sempre revidar de forma ainda mais agressiva o que lhe fez se sentir ofendido. Suavizar seu tom pode te livrar do mal costume de revidar. Mas, para isso, é preciso prática e humildade. Um casamento é exatamente se doar pelo outro. Por isso, mesmo se a outra pessoa estiver errada ou estiver sendo mesquinha, você ainda poderá mudar a maré da conversa agindo assim.

2. O costume de menosprezar

Menosprezar é um costume no qual um parceiro repele sutil ou diretamente os pensamentos, sentimentos ou caráter do outro. Você não precisa concordar com o que seu parceiro diz ou acredita. Mas respeitá-lo acima de tudo é fundamental para o relacionamento. Para isso, use sempre um tom gentil em suas palavras e expressões quando o ouve. Apenas deixe que ele saiba que você ouve suas preocupações e não tente oferecer uma solução, a menos que ele te pergunte algo.

3. O costume de interpretar negativamente

Se você tem esse costume, provavelmente sua percepção é pior do que a realidade. As interpretações negativas ocorrem quando um parceiro acredita consistentemente que os motivos do outro são mais negativos do que realmente são. Por exemplo, você pergunta ao seu marido quando ele vai cortar a grama. E ele fica chateado porque acha que o que você está querendo dizer é: “Você nunca vai cortar a grama? Você nunca faz nada por aqui!”
Essa interpretação negativa é uma forma de tentativa de leitura da mente, você acha que sabe o que seu parceiro está pensando e isso é muito nocivo para o casamento. Então, se você tem o hábito de olhar de maneira negativa para tudo o que seu parceiro diz e faz, tente combater isso procurando evidências contrárias.

4. O costume de fugir 

As pessoas que têm o costume de fugir mostram uma falta de vontade de entrar ou permanecer em discussões importantes. A fuga pode ser tão óbvia como levantar e sair da sala ou tão sutil como simplesmente abstrair os pensamentos durante uma discussão.
Geralmente, existe um padrão para essa dinâmica. Um dos cônjuges é o “perseguidor”: “Vamos falar sobre isso agora!” E o outro é a pessoa que sempre se retira: “Não quero conversar”. Tente quebrar esse padrão. Se o “fugitivo” fizer sua jogada para escapar, solte-o com calma. Depois, quando as coisas se acalmarem, pergunte quando você poderá reservar um tempo para discutir o assunto. Isso tira a pressão imediata e dá aos dois o tempo necessário para organizar seus pensamentos.

sábado, 17 de novembro de 2018

OS GRITOS CAUSAM DANOS AO CÉREBRO INFANTIL.


Se quisermos ter razão, gritar não ajudará em nada. Pelo contrário, devemos argumentar ao invés de levantar a voz.
Geralmente os gritos aparecem quando alguém perde o controle. Dessa forma, o estado emocional interfere na expressão da mensagem, distorcendo as informações. Se para os adultos é complicado lidar com isso, imagine para as crianças. Os gritos têm um efeito devastador sobre o cérebro infantil.
De acordo com um novo estudo, concluiu-se que esses gritos, especialmente quando são emitidos regularmente, afetam o cérebro da criança e acarretam uma série de riscos para o seu desenvolvimento neuropsicológico.

As pessoas que optam por gritar com o objetivo de direcionar ou repreender, estão aumentando o risco do qual falamos. Na verdade, por causa dos gritos as crianças desenvolvem comportamentos agressivos ou defensivos.

Esse estudo foi realizado com 1.000 famílias com crianças entre um e dois anos. Os pesquisadores perceberam que as crianças que conviviam com pais que recorriam aos gritos para educá-las desenvolviam na adolescência, a partir de 13 e 14 anos, sintomas depressivos e problemas comportamentais de inibição ou agressividade.

Na verdade, eles chegaram à conclusão de que o grito não minimiza os problemas, mas os agrava. Por exemplo, no que diz respeito à desobediência, os pais que são calmos com seus filhos conseguem minimizar muito esse tipo de comportamento.

Foram realizados muitos estudos sobre esse assunto. A prestigiada Harvard Medical School, através de estudos realizados pelo departamento de psiquiatria, afirma que o abuso verbal, os gritos, as ameaças, a humilhação ou a combinação destes 4 elementos alteram de forma permanente a estrutura cerebral da criança.

OS GRITOS DA IMPOTÊNCIA

É verdade que as crianças podem nos deixar loucos, mas o grito não é a solução, por mais que estejamos irritados. Para evitar cair nessa tentação podemos usar algumas das seguintes estratégias:
-Gritar é perder o controle. Se perdemos o controle, perdemos toda a capacidade de disciplinar adequadamente a criança.

-Evite os momentos estressantes. Às vezes é complexo, mas com um bom trabalho de observação perceberemos se estamos gritando ou não. Dessa forma, quando conseguirmos detectar esse padrão de comportamento, poderemos trabalhar para eliminá-lo.

-Acalme-se antes de agir. Procure fazer algo que o tranquilize quando perceber que está no seu limite. Dessa forma, você evitará perder o controle. Pare por um momento, relaxe e assuma o comando.

-Não se culpe e não se exceda. Tenha cuidado com as expectativas que você cria a respeito dos seus filhos. Não os culpe por não serem da forma como você gostaria. São apenas crianças: o importante é que desfrutem, sejam felizes e se desenvolvam adequadamente.

Está em nossas mãos, como adultos  que somos, encontrar soluções alternativas para educar corretamente sem causar danos ao cérebro das crianças.


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Seis passos para melhorar a qualidade de vida .



O homem é o único animal capaz de manter o seu pensamento em temas do passado ou situações futuras por toda sua existência.
Estamos programados assim e é natural nos estressarmos diante das preocupações. O que não é natural para a raça humana é a sensação de ameaça constante, criada por esse fenômeno de antecipação (quando nos preocupamos com coisas que ainda nem aconteceram e talvez nem aconteçam) porque o nosso organismo não está adaptado para isso. O corpo humano não aguenta adrenalina e cortisol 24 horas por dia.

Os seis passos seguintes são um resumo extraído e adaptado do livro "Por que as zebras não têm úlceras" de Sapolsky, um dos mais sérios estudos científicos sobre a qualidade de vida do homem.

1-Em face de uma terrível notícia fora de controle, aquele que age com a razão tende a se sair melhor. Esteja positivo, mas não negue a possibilidade de que as coisas podem não melhorar. Encontre o seu equilíbrio nessas situações. Torça para o melhor ao mesmo tempo em que parte de você está preparado para o pior.

2-Viva o hoje. O presente é o momento certo. Seria maravilhoso quebrar em pedacinhos o muro de lamentações do passado e preocupações do futuro, entretanto, mais incrível que isso é perceber como pequenas soluções do dia a dia podem calçar nossos pés nos dando o apoio necessário para escalá-lo.

3-Informação precisas e previsíveis são muito úteis. No entanto, essas informações não são úteis se chegam muito cedo ou muito tarde. A quantidade de informação, por sua vez, já é extremamente estressante. Pra quê ficar batendo na mesma tecla?

4-Encontre a vávula de escape para suas frustrações. Seja ela qual for, pratique regularmente. Isso beneficiará os seus relacionamentos. Afinal, não se está fadado a ter úlceras tentando evitá-las.

5-É importante encontrar meios de sociabilização e suporte. Mesmo se você faz o tipo individualista, a maioria de nós só tem a ganhar sentindo-se parte de um grupo ou algo maior do que nós mesmos. É preciso pertencer.

6-Seja paciente. Levamos uma vida inteira tentando ser bons companheiros para nossos pares. Erramos com frequência sobre o olhar de reprovação do outro. O importante é saber que estamos fazendo o nosso melhor.