quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Vampiros Energéticos



Vampiros Energéticos: 10 formas de identificar o sugador

Todos nós os conhecemos! Sabemos como são! Como se vestem! E como agem! E seus propósitos: sugar o sangue de suas vítimas, pois só assim eles sobrevivem. De quem estamos falando? É
 claro que dos "Vampiros dos filmes", o Conde Drácula e seus amigos, seres errantes de capa preta e grandes dentes, ávidos por sangue (ou energia vital), e que andam pelas sombras em busca de suas vítimas que, na maioria das vezes, não percebem sua presença ou atuação maléfica, mesmo que estejam muito próximos. Aí, o filme termina e os vampiros desaparecem, certo? Errado!

Existe um tipo de vampiro que é de carne e osso, e com quem convivemos diariamente. Estamos falando dos "Vampiros de Energia”, pessoas de nosso relacionamento diário. Pode ser nosso irmão (a), marido/esposa, empregado, familiar, amigo de trabalho. vizinhos, gerente do banco, ou seja qualquer pessoa de nosso convívio, que esta roubando nossas energias, para se abastecer. Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles não conseguem receber.

Mas, por que estas pessoas sugam nossa energia, afinal? Bem, em primeiro lugar a maioria dos Vampiros de Energia atuam inconscientemente, sugando a energia de suas vítimas, sem saber o que estão fazendo.

O vampirismo ocorre porque as pessoas não conseguem absorver as energias das fontes naturais, tão abundantes, e ficam desequilibradas energeticamente. Quando as pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), elas precisam encontrar outras fontes de energia mais próxima, que nada mais são do que as outras pessoas, ou seja, você.

Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro de nossas vidas, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando vampiros de energia alheia.

Tipos de vampiros:

Mas, como identificar estas pessoas, ou estes vampiros? Em estudos feitos, foram identificados os seguintes tipos de vampiros (você provavelmente conhece mais de um):

Quais as principais características deles? Como combatê-los?

a) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porque não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas. O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente.

b) Vampiro Crítico: é aquele que critica a tudo e a todos, e o pior que é só critica negativa e destrutiva. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá seu sistema para que a energia seja sugada. Diga "não" às suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração. O melhor é cair fora e cortar até todo o tipo de contato.

c) Vampiro Adulador: é o famoso "puxa-saco". Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

d) Vampiro Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida do governo, do tempo, etc. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. E o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

e) Vampiro Inquiridor: sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo, e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade, ele não quer respostas e, sim, apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos. Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente, e procure se afastar assim que possível.

f) Vampiro Lamentoso: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima. Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.

g) Vampiro Pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades. Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável. Saia o mais rápido possível. Invente uma desculpa e fuja rapidamente.

h) Vampiro Grilo-Falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.

i) Vampiro Hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo.

j) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia. Não dê campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

Bem, agora que você já conhece como agem os Vampiros de Energia, vá a caça deles, ou melhor, saia fora deles o mais rápido possível. Mas, não esqueça de verificar se você, sem querer, é obvio, não é um destes tipos de Vampiro.


[Por Vera Caballero]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O Alcoolismo




O Alcoolismo

*Qual a principal razão para que as pessoas comecem a beber ?
Resposta: A bebida existe desde os primórdios da humanidade, quando foram descobertos seus efeitos relaxantes e de euforia. Então na maioria das sociedades ela é legalizada e seu consumo é até estimulado, o que leva com que as pessoas a utilizem  para celebrar datas comemorativas e conquistas, para se sentirem mais relaxados e também para aplacarem angústias e medos.

*A bebida afeta um jovem da mesma forma que afeta a um adulto?
Resposta: Não. Pois o jovem ainda está em formação tanto física quanto psiquicamente e isso faz com que a probabilidade dele se tornar dependente de álcool ou de qualquer outra droga seja bem maior.
No jovem ela é ainda mais nociva e devastadora, já que o leva a comportamentos de alto risco: como dirigir embriagado, se expor a situações de violências, entre outros.  Nessa fase de vida é muito comum que  busquem novas experiências e o consumo de substâncias tóxicas é uma delas. E um dado bastante preocupante, é que hoje em dia cada vez mais cedo os jovens começam a beber, algumas vezes até  influenciado por familiares.

*Quando alguém percebe que se tornou um alcoólatra?
Resposta: Geralmente não percebe. Quem percebe e às vezes até demora, são os familiares, que são afetados pelo vício do alcoólatra. E é importante quando perceberem fazerem todo o possível para conscientizar e levar o parente alcoólatra para tratamento, pois sozinho provavelmente ele não irá.

*Por quê?
Resposta: Porque ele não reconhece que se viciou, acredita na grande maioria das vezes que tem o controle, que pode parar de beber quando quiser. Existe aqui uma negação da realidade. Muitas vezes o que é óbvio para os outros não é para quem sofre do vício.

*O que a bebida significa para o alcoólatra? 
Resposta: A bebida significa para cada um algo diferente, mas geralmente quando alguém resolve beber, pode ser para relaxar, se divertir, ficar mais solto, acompanhar os amigos na balada ou pra anestesiar algumas emoções, como medos e angústias. E como se sentem mais desinibidos e menos ansiosos (momentaneamente) quando ingerem a bebida, tendem a repetir essa situação. E numa situação de vício, a pessoa não consegue mais dar conta das suas atividades cotidianas sem a ingestão do álcool, pois acredita que precisa dele. Na verdade o vício é tanto físico quanto psíquico.

*O que pode causar uma ressaca moral?
Resposta: A bebida afeta  todo o organismo e por trazer uma sensação de excitação,  ela faz com que as pessoas se sintam desinibidas para fazer atos que não fariam se estivessem mais conscientes.
A ressaca moral vem no dia seguinte quando o bebedor acorda e descobre o que fez. Digo descobre, porque às vezes ele nem lembra, são os outros que contam, e essa descoberta vem acompanhada de sentimentos de vergonha e de arrependimento, a famosa “ressaca moral”. 

*Que órgãos são afetados no alcoólatra?
Resposta: Praticamente todo o corpo, pois o álcool muito rapidamente entra na corrente sanguínea que percorre todo o organismo. Isso significa que o alcoólatra pode ter dores de cabeça, doença no fígado e também tem  outras que são tão nefastas quanto, ou até piores, como confusão mental, que leva á desestrutura familiar, desestrutura no trabalho. Enfim, consequências que geram muito sofrimento, principalmente para a família.

*Porque algumas pessoas podem beber esporadicamente e outras se tornam alcoólatras?
Resposta: Por ser a bebida no Brasil e na maioria dos países uma substância legalizada, ela é até cultuada, glamourizada  e seu consumo é estimulado.  Então as pessoas bebem para comemorar datas e conquistas. Mas quando atendemos pacientes que sofrem de alcoolismo, descobrimos que algo já não estava bem antes da ingestão do álcool. Essas pessoas já tinham muitos problemas psicológicos e ás vezes até psiquiátricos. A bebida para elas preenche um ‘vazio’. Vazio esse que todas as pessoas têm, mas no caso do alcoólatra ele não consegue lidar com a angústia desse vazio, não quer se questionar em relação a seus medos, conflitos, fracassos, preferindo se anestesiar. Alguns a usam até como um medicamento.
Em estágio avançado, o alcoólatra tem muitas perdas: perde trabalho, amigos, família e mesmo assim não consegue se livrar do vício. A bebida fica como único ‘parceiro’ de sua vida.

*Qual é o tratamento adequado?
Resposta: Um que leve o dependente a se livrar do vício. Existem tratamentos em clínicas especializadas, em grupos de apoio, mas o fundamental é que ele possa descobrir o porque se tornou um viciado, então é muito importante uma análise, que é o que o possibilitará a descobrir  as determinações inconscientes desse vício.  Pois ás vezes o alcoólatra até pára de beber, mas se não descobrir ( e elaborar)  as raizes profundas e  inconscientes do vício , poderá ter recaídas. O apoio da família também é muito importante.

[ Fonte: Escuta analítica]

sábado, 19 de janeiro de 2013

Atendimento psicológico por Skype



Aglair Grein- psicanalista,  além do atendimento em consultório - em Curitiba- Paraná- propõe o atendimento psicológico online - via Skype- com comunicação com voz  e imagem. É uma ligação telefônica com vídeo, gratuita e de alta qualidade. As sessões à distância não têm diferença das sessões presenciais em consultório. 

A orientação psicológica online - por Skype - além de ser uma prática cada vez mais difundida no mundo todo, e de comprovada eficácia, torna-se vantajosa por muitos motivos:

*Torna o contato mais cômodo e com menor custo por dispensar o deslocamento até um consultório, especialmente nos grandes centros urbanos.

*Permite que se use dias e horários alternativos para as consultas- fora do horário comercial.

*Permite que as pessoas tímidas comuniquem seus pensamentos com mais facilidade .

*Permite que pessoas que moram em lugares de difícil acesso possam obter orientação.

*Permite evitar constrangimentos em lugares pequenos, em função dos vínculos já existentes com os profissionais da área.

*Permite que pessoas que viajam muito não percam a sequência do trabalho terapêutico.

*Permite que brasileiros que residem no exterior se comuniquem através da língua materna.

*Permite que pessoas que não possam se locomover -temporária ou definitivamente- tenham a oportunidade de um tratamento que se torna difícil ou inacessível através de terapias convencionais. 

*Permite troca de e mails entre as sessões, de modo que algumas questões possam ser resolvidas sem que se tenha que esperar a consulta pré-agendada.


Mais informações - como agendamento e valores - pelo e- mail aglair.grein@gmail.com

domingo, 13 de janeiro de 2013

Por que a psicanálise no tratamento da obesidade ?


 O que a psicanálise tem a oferecer para o tratamento da obesidade ?

Bem, na maioria das vezes uma pessoa vai ao consultório após várias tentativas frustradas de dieta. No entanto, o que o psicanalista tem a oferecer é totalmente diferente do que as pessoas imaginam. Acostumados com o corpo que devem emagrecer, os obesos estranham o espaço aberto para falar sobre suas angústias.

Passivos diante dos especialistas do emagrecimento, eles se espantam quando lhes é dada a palavra. Não recebem prescrição, não são recriminadas e, acima de tudo, não precisam subir na balança.

No consultório, queremos saber do vazio, da angústia daquela situação, da insatisfação por trás da comida. Procuramos entender o que acontece no inconsciente daquela pessoa que busca sempre a mesma forma de conforto, mesmo a vida oferecendo um leque vastíssimo de opções para o apaziguamento da dor, tais como trabalhar, criar, se divertir, se relacionar, entre muitas outras.

O obeso acaba se acostumando a não falar do seu peso, daquilo que o incomoda de forma verdadeiramente íntima. É como se estivesse em permanente castigo, adiando a própria vida: faz planos para quando emagrecer. E enquanto o peso ideal não chega, ele não “pode” viver. Aos poucos se forma uma bola de neve, afinal, adiar a vida gera ainda mais angústia.

A psicanálise visa a criação de espaço para que o paciente obeso fale da dor de não conseguir fazer aquilo que lhe é imposto. O fato é que ninguém parece estar interessado em ouvir sobre a subjetividade dessas pessoas – nem o professor da academia, nem a amiga magra e sua nova dieta. Não se importam muito com o que o obeso tem a dizer, ao contrário: as pessoas sempre têm algo a lhe dizer.

Ao longo das sessões de análise, vão aparecendo as relações interpessoais – sempre tão frágeis e superficiais -, o incômodo em viver numa sociedade onde prevalece a valorização exacerbada da aparência, as crises profissionais num mundo extremamente competitivo. Enfim, questões tão comuns na contemporaneidade e que acabam por gerar nas pessoas as mais variadas compulsões, tais como consumismo desenfreado, alcoolismo, drogadicção, e também a compulsão alimentar. As angústias que aparecem na maioria das pessoas é vivida, pelas pessoas obesas, como um vazio a ser preenchido pela comida.

Oferecemos a possibilidade de trabalhar com as causas que geram esse vazio, com os sentimentos de desamparo, fraqueza, e de que maneira isso conduz a uma falsa solução, a comida. Tudo isso por meio de uma escuta especial sobre o que ocasiona essa busca desenfreada e sobre o por quê da repetição de uma solução que, a bem da verdade, não traz satisfação. E tentamos fazer com que o analisando possa olhar para sua angústia e através dela se reinventar.

O processo terapêutico conduz a uma percepção que pode gerar escolhas importantes frente àquilo que incomoda o paciente. Buscar prazeres menos fugidios do que o alimento, que, mesmo ingerido em grandes quantidades, não traz consistência e nem satisfação a longo prazo. 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Princípios e Valores




  M.--Sou separada  ha algum tempo, tenho três filhos de 25, 23 e 14 anos.Tenho 44 anos e namoro há 2 anos e meio um homem de 52.Viúvo da primeira esposa com a qual teve 2 filhos, hoje com 26 e 24 anos; e pai de uma garotinha de 7 anos de uma relação posterior.ele acabou me contando, que a mãe da sua filha mais nova, vem a ser sua sobrinha (filha de sua meio-irmã por parte de pai).Fiquei muito desapontada com a revelação, disse algumas coisas desagradáveis a ele e terminei o namoro, mas acabei voltando, só que nunca mais me livrei da ojeriza que senti. Inclusive, a maneira com a qual eu me relacionava com a menina mudou.
Estou me consumindo nesse conflito, dividida entre gostar da pessoa, mas não compreender e não aceitar a conduta.
 Não sou uma pessoa rígida, só que está sendo muito difícil encarar essa situação. Será que estou sendo radical? Penso que ele deveria ter respeitado a família, para mim essa relação com o parentesco é no mínimo estranha.
Claro que ela não era nenhuma garotinha ingênua, já tinha seus 30 anos e ele 40.Estou perdida, não sei que decisão tomar. Se continuar, não sei se me livro das sensações ruins. Se terminar, tenho medo de me arrepender por ele ser um cara legal. Me dê uma luz!


Resposta:

Cara M., vamos falar de princípios e valores. Os princípios regem a nossa existência e são comuns a todos os povos, culturas, eras e religiões, queiramos ou não. São inegociáveis.

Diferente dos princípios, os valores são pessoais,  transmitidos pela familia através das gerações, pela religião, pela sociedade e também construidos subjetivamente .  E, acima de tudo, são contestáveis. Isto quer dizer que o que vale para você não vale necessariamente para o outro. O que você considera certo, pode não ser para o outro. O que eu quero dizer é que o que você abomina pode ser tolerável para outros. Não digo que você não tem o direito de considerar abominável, não digo que sua estranheza ( ou repulsa) não seja legítima. Afinal, são seus valores e possuem um peso que vem de gerações de crenças e ensinamentos. 

Tanto os principios como os valores são reguladores da conduta e devem estar alinhados num casal que pretende compartilhar o futuro, pois  são os alicerces para a construção da confiança recíproca e de uma vida em comum. Pode ser arriscado você apostar numa relação com esta diferença fundamental. A não ser que esteja disposta a repensar seus valores sem se auto-violar, o que não parece estar sendo fácil. E não é fácil para ninguém, apesar de possível. Abraço
Aglair Grein- Psicanalista

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Diferença de idade



M.T.- Tenho 50 anos e e estou me relacionando com um homem de 19 anos! Já faz 6 meses. Ele me viu na rua e conseguiu me achar na internet! Comecei de brincadeira e acabei me apaixonando! Ele é doce, humilde, simples, trabalhador, adora a familia dele, carinhoso, me acha linda.. tudo que sonhei em um homem! Quando estamos juntos é muito bom, porem nao muito seguido por nao termos onde ficar! Moro com meu filho de 14 anos, entao fica dificil para nos encontrarmos! Ele nao tem condiçoes financeiras... Esta relaçao esta me enlouquecendo ! nao sei se assumo ou nao ...Ja pedi varias vezes para ele nao me procurar mais, mas ele sempre acaba me procurando! Tenho medo de que por ser 31 anos mais velha isso nao possa dar certo... a familia dele sabe, mas nao me conhece. Meus pais nao sabem e acho que nao vao aceitar.....nao sei como lidar com esta situaçao...uma relaçao assim pode dar certo? Sinto que ele quer, mas tambem tem medo....quero tira-lo da minha vida e nao consigo... preciso muito da sua ajuda!


Resposta:
O fato de nos sentirmos atraídos em namorar pessoas de idade diferente não significa que tenhamos nenhum distúrbio, desde que estejamos falando de pessoas adultas é claro. Acontece é que nem sempre a nossa idade cronológica corresponde exatamente à chamada idade mental/emocional, ou seja, alguém de 40 ou 50 anos pode se comportar como uma pessoa de 20, ou vice-versa.

Alguns especialistas falam de uma 'complementaridade sexual da idade invertida'. Segundo eles, na relação sexual a mulher mais velha combinaria mais com um jovem, e a jovem, com um homem de mais idade. Mas um relacionamento não se  resume à vida sexual. 

Os relacionamentos com diferenças significativas de idade podem funcionar, e funcionam, mas em geral requerem um nível de comprometimento mais alto, de ambos os parceiros. Alguns amigos ou membros da família podem criticar abertamente,  outros podem perguntar  por que você não procurou uma pessoa  mais apropriada para a sua idade. Você pode ter dificuldades para se relacionar com os amigos mais jovens do seu namorado, ou ele pode não se sentir à vontade com a curiosidade excessiva de seus amigos. Não há dúvida de que uma diferença de idade pode criar dificuldades imprevistas em um relacionamento mas, no final das contas, o que conta é a compatibilidade, e não apenas um número.

Viver de forma diferente daquela a que se está acostumado causa ansiedade e medo. Contudo, é necessário ter coragem e repensar os valores que são transmitidos sem serem questionados- mas que sempre geram sofrimento. Se você estiver disposta a todo este investimento, vá em frente. Abraço
Aglair Grein- Psicanalista 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Amores Platonicos





 A advogada paulistana Mônica Maia, 48, alimentou uma paixão durante 13 anos por um rapaz que conheceu durante uma viagem de férias. Quando o sentimento surgiu, ela tinha apenas 15 anos. 
"Durante o curto intervalo de tempo em que convivemos nada foi dito ou consumado. Mas mantivemos contato por meio de cartas carregadas de romantismo, o suficiente para me fazer mergulhar de cabeça na fantasia", diz.
Depois disso, ele foi morar fora do país e só deu notícias após dois anos, quando enviou uma carta a Mônica. Quando o rapaz voltou ao Brasil, a advogada decidiu encarar a situação. 
"Cansei daquela indefinição, daquele jogo de sedução doentio de ambas as partes, porque não conseguíamos nos desvencilhar desse vício que se arrastava por tantos anos", diz ela. 
A esperada primeira vez do casal não foi tão parecida com aquelas de novela. "Foi apenas um protocolo que devia ser cumprido para fechar um ciclo. Sem a ilusão, enxerguei que meu príncipe era um sapo. Aquela beleza que me hipnotizava escondia uma pessoa vazia, sem encantos", afirma.

Os amores platônicos são comuns na adolescência e fazem parte do processo de formação. Mas o quadro deve despertar atenção se a pessoa chegar à fase adulta cultivando paixões não reais, pois isso pode trazer prejuízos e sofrimento. Há alguns tipos de pessoas que são mais propensas ao amor platônico. Pessoas com dificuldade de se relacionar, que vivem mais isoladas, têm excesso de timidez e baixa autoestima, por exemplo, podem sofrer mais de amores secretos.

O empresário santista Felipe Oliveira, 25, tem a certeza de que uma amiga de faculdade é a mulher da sua vida. Há sete anos, o rapaz é apaixonado pela amiga, que sabe sobre o amor, mas não lhe corresponde. "Estou me guardando [sexualmente] para ela. No fundo, acho que ela gosta de mim e por algum motivo ainda não decidiu me dar uma chance", afirma. 
Além de nunca ter dito que Felipe teria chances, a amada mora em outra cidade e pouco fala com o rapaz. "Pode ser que chegue um momento em que resolva dar um basta, mas também pode ser para sempre", diz.

 Há platônicos incuráveis, que passam a vida tentando encontrar aquilo que eles têm apenas no plano das ideias. O amor é estruturalmente constituído por enganos, descobertas, revelações e reconciliações. Ele é uma história, e não apenas um sentimento fixo que temos dentro de nós mesmos.  Existe um quadro patológico denominado erotomania, na qual a pessoa tem a convicção inabalável de que o outro a ama, mas não pode revelar seus verdadeiros sentimentos. É uma forma de negar o ‘real do desencontro amoroso’. 

 Não vale a pena perder tanto tempo sem se relacionar direito com alguém. Cultivar um amor platônico é viver em um mundo de fantasia. A pessoa imagina o que quer. No universo de faz de conta, a pessoa não sofre, mas também não vive. Ou seja, não aproveita a relação a dois.
De acordo com os profissionais, a psicoterapia é o melhor caminho para resolver o problema, independente de sua origem. Sempre é possível uma transformação. O que não pode é se apaixonar pelo irreal.

A advogada Mônica (aquela que passou 13 anos apaixonada platonicamente por um rapaz) recorreu à terapia para conseguir driblar esse sentimento. "Foi o que me deu coragem para desatar o nó que me prendia ao passado", diz.

[Via Escuta Analítica]

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Q.I.(coeficiente Intelectual) X Q.E.(Coeficiente Emocional)




Foi-se o tempo em que era prioridade medir o coeficiente de inteligencia, hoje se prioriza o coeficiente emocional.

Voltando um pouco na história, encontramos que tentativas humanas de quantificar a “qualidade das pessoas” se fizeram muito presentes à contar de 1918, quando a 1a. Guerra Mundial introduziu o uso em massa dos testes de QI (Coeficiente de Inteligência), que media e quantificava o potencial intelectual dos indivíduos. 
Quem já não ouviu frases do tipo: “Meu filho é um gênio, pois tira nota 10 em todas as provas." E quem não viu também que este mesmo filho não foi capaz de se organizar ou se estabilizar profissionalmente depois de formado ?

 Os conceitos tradicionais de habilitação acadêmica, notas escolares e credenciais avançadas simplesmente não são capazes de predizer o desempenho profissional de ninguém e nem mesmo se uma pessoa irá ou não vencer na vida. 

Em lugar disso,um conjunto de outros tipos específicos de competências como empatia, entusiasmo, autodisciplina, iniciativa, tolerância com os próximos, auto-confiança, capacidade de administrar frustrações, distinguem os bem sucedidos dos outros.
É grande o número de pessoas incapazes de aceitar críticas, ficando na defensiva ou hostis quando alguém lhe dá um retorno sobre como estão se saindo. Reagem a essa avaliação como se fosse um ataque pessoal. E é grande também o numero de pessoas que não sabe compreender os sentimentos alheios, passando como um trator por cima dos outros.

Os conhecimentos técnicos especializados são e sempre serão fundamentais, sendo o recurso que nos possibilita realizar um determinado trabalho, porém o desenvolvimento de habilidades emocionais é o que dará sustentabilidade dessas relações de trabalho ao longo do tempo. Essas habilidades incluem: 

- empatia;
- auto-confiança 
- gerenciamento de si mesmo e suas emoções;
- capacidade de tolerar frustrações; 
- tolerância nas relações interpessoais; 
- facilidade de sociabilização, entre outras.