segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Quando a mente mente




As distorções cognitivas são maneiras que a nossa mente arranja de convencer-nos de algo que não é realmente verdade.Todos estamos sujeitos a eventos desta natureza, uns mais outros menos. Uns com mais frequência, outros com menos. Em alguns casos, quando os pensamentos fogem ao controle e se transformam num ciclo doloroso de repetição, acarretando limitação e sofrimento psicológico, é necessário procurar ajuda profissional.

Estes pensamentos imprecisos são normalmente utilizados para reforçar o pensamento e/ou emoções negativas, dizendo-nos coisas (nosso diálogo interno) que parecem racionais e precisas, mas na verdade só servem para fazer sentir-nos mal acerca de nós mesmos e dos outros.

Foi o psicólogo Aaron Beck que popularizou as distorções cognitivas.

São elas:

*Filtragem ou Visão em Túnel
Focamos os detalhes negativos e os aumentamos, enquanto filtramos todos os aspectos positivos de uma situação. A visão da realidade torna-se distorcida.

*Pensamento polarizado (tudo ou nada)
As coisas são “preto ou branco”. Não há meio termo. Você coloca as pessoas ou situações em categorias (ou desta ou daquela), sem tons de cinza.

*Leitura mental
Você acha que sabe o que os outros estão pensando, falhando assim ao considerar outras possibilidades mais prováveis. Exemplo: “Ele está pensando que eu não sei nada sobre esse projeto.”

*Supergeneralização

Chegamos a uma conclusão geral baseada num único incidente ou elemento de prova. Se algo de ruim acontece uma vez, esperamos que aconteça mais vezes.

*Tirar conclusões precipitadas
Sem que as pessoas nos informem, nós julgamos saber o que elas estão sentindo e porque agem de determinada forma e quais as razões que suportam isso. Mais especificamente, somos capazes de determinar como as pessoas estão se sentindo em relação a nós.

*Catastrofização
Esperamos que a catástrofe aconteça, independentemente da razão. Ouvimos falar de um problema e usamos a questão do tipo: “E se…” (ex.: “E se a tragédia acontecer?”E se isso acontece comigo? “).

*Magnificação ou minimização
Uma pessoa pode exagerar a importância de eventos insignificantes (como o seu erro, ou o desempenho de alguém). Ou pode negligenciar/reduzir de forma inadequada a magnitude dos eventos significativos, até que pareçam muito pequenos (por exemplo, as qualidades desejadas de uma pessoa ou as imperfeições de alguém).

*Personalização
Pensamos que tudo o que as pessoas fazem ou dizem está relacionado a nós. E vê-se como a causa de alguns eventos externos indesejáveis dos quais não é responsável. Exemplo: “O encanador foi rude comigo porque eu fiz algo errado.”

*Culpa
Por vezes atribuímos às outras pessoas a responsabilidade da nossa dor, ou então dirigimos a culpa dos problemas para nós mesmos. Por exemplo, dizemos coisas do tipo: “Pare de fazer-me sentir mal comigo mesmo!” Ninguém pode “fazer-nos” sentir de uma determinada forma. Isso é uma ilusão criada por nós mesmos, que funciona como proteção. Apenas nós mesmos temos controle (ou não) sobre as nossas emoções e reações emocionais.

*Filtro mental 
Você presta atenção indevida a um detalhe negativo em vez de considerar o quadro geral. Exemplo: “Porque eu tirei uma nota baixa na minha avaliação [que também continha várias notas altas] isso significa que estou fazendo um trabalho deplorável.”

*Supervalorizar o oposto (hipótese do oposto) 

Acreditar que se você não gosta de “X” você vai gostar do oposto de “X”. Exemplo: “Se não gosta de alguém tagarela, vai gostar de alguém calado.”

*Os “Deverias”
Muitos de nós temos uma lista de regras rígidas sobre os outros e acerca da forma como devemos comportar-nos. As pessoas que quebrarem essas regras fazem zangar-nos, e também sentimo-nos culpados quando nós violamos essas regras. Por exemplo, “Eu realmente devia fazer atividade física. Eu não deveria ser tão preguiçoso.” A consequência emocional é o sentimento de culpa.

*Argumentação emocional
Acreditamos que aquilo que sentimos deve ser automaticamente verdade. Se nos sentirmos estúpidos e aborrecidos, então temos de ser estúpidos e enfadonhos. Você assume que as suas emoções não saudáveis ​​refletem coisas que realmente são: “Eu sinto isto, por isso deve ser verdade.”

*Falácia da mudança
Esperamos que as outras pessoas mudem para se adequarem a nós se fizermos pressão ou as convencermos o suficiente. Precisamos mudar as pessoas, porque as nossas esperanças de felicidade parecem depender inteiramente delas.

*Rotulagem
Generalizamos uma ou duas qualidades num julgamento negativo global. Estas são formas extremas de generalizar. Ao invés de descrever um erro no contexto de uma situação específica, uma pessoa irá anexar um rótulo prejudicial para si mesmo. Por exemplo, podemos dizer: “Eu sou um perdedor” numa situação em que falhei numa tarefa específica. Ou, em vez de dizer que deixa as crianças na creche todos os dias, uma pessoa que gosta de rotular, diria que “ela abandona os seus filhos aos estranhos.”

*Estar sempre certo
Estamos constantemente a tentar provar que as nossas opiniões e ações são corretas. Estar errado é impensável. Estar certo (para a pessoa que usa esta distorção cognitiva), muitas vezes é mais importante que os sentimentos dos outros, mesmo com os seus ente queridos.

*Buscar lógica em tudo (onde não há lógica)

Exemplo: “ Querer entender o porque de acontecimentos que ocorrem ao acaso [encontrar o motivo ou o culpado para tudo].

Em alguns casos, quando os pensamentos fogem ao controle e se transformam num ciclo doloroso de repetição, acarretando limitação e sofrimento psicológico, é necessário procurar ajuda profissional.


[Via Reflexões da Psicanálise]

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Amor na Rede




S.S- Tenho 46 anos, divorciada, uma filha com quem moro. Há sete meses conheci um homem pelo internet, ele tem 40 anos e é também divorciado. A nossa identificação foi tanta que nos primeiros dias conversávamos todos os dias, depois ele começou a me telefonar.Ele é um homem muito inteligente, gentil, tem muitas qualidades... me apaixonei por ele e contei-lhe sobre o meu sentimento. Ele  disse que entende o que está acontecendo, respeita o que sinto, mas não pode se envolver em um relacionamento.   
Há um mês a situação ficou insustentavel e pedi a ele para conversarmos somente pela internet. Ele ficou surpreso, mas concordou, dizendo que quer o que for melhor pra mim. Mas logo depois começou a me mandar mensagens dizendo que tinha muita vontade de falar comigo ao telefone, tinha ficado viciado... voltei atrás na minha decisão. Preciso sair, conhecer pessoas, permitir que alguem me conheça! quem sabe posso assim superar isso? A minha questão é: será que esse homem também se apaixonou e está negando ou sente apenas atração fisica? A verdade é que não consigo me afastar. Gosto dele demais. 

Resposta:
Antes de tudo, é preciso saber se você apaixonou-se pelo outro ou pelo que o outro aparenta ser. Ou até mesmo pela ideia de estar apaixonada. Se ainda não houve encontro presencial, os dois conhecem só uma parte do outro. Não que haja má intenção em ocultar nada, mas geralmente  quem se comunica por telefone ou pela internet conhece do outro a parte mais intensa, a melhor parte, pois no mundo virtual é possível mostrar o que se decide mostrar. Apenas o convívio desmascara.

Não que o meio virtual seja inaceitável ou perverso. Ele é tão 'culpado' por desilusões e decepções quanto o são bares, boates, restaurantes e locais onde todos os dias milhares de pessoas vão para se relacionar. A internet é um local de encontro como qualquer outro. Alguns desses encontros "dão certo", outros não. Como sempre foi e, talvez, sempre será. 

Porém, o mais importante a lhe dizer é que a Internet possibilita um elemento que parece fundamental nesses momentos de conquista, e que pode ser uma arma a favor ou contra o sucesso de uma relação: a possibilidade das pessoas se refugiarem na fantasia.
Nesse ponto, o espaço virtual facilita o campo para a expressão das fantasias e idealizações, que podem ser muito sedutores no início de uma relação, mas podem causar muita dor e muita decepção depois. Perceba o quanto há de real e de fantasioso no que você está vivendo. 
Na fantasia tudo é possível. Na realidade nem tudo. Abraço
Aglair Grein-psicanalista

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O trauma como herança



Pais com dificuldades psicológicas decorrentes de traumas não tratados prejudicam o desenvolvimento dos filhos, netos e bisnetos. Algumas pessoas carregam sequelas da infância e adolescência e só conseguem superar o trauma na idade adulta, interrompendo o ciclo do sofrimento aos descendentes.

Os traumas psicológicos podem acometer qualquer pessoa, de crianças a adultos, podendo gerar prejuízos severos a qualidade de vida quando não identificados e tratados a tempo. Quando não há tratamento, os traumas atingem não só quem sofreu o evento doloroso, mas também os mais próximos.

Pais com transtornos psicológicos decorrentes de traumas podem replicar o trauma na relação com seus filhos estendendo os prejuízos por várias gerações. Os chamados “pais tóxicos”, que agridem física e psicologicamente, tal como foram agredidos anteriormente, causam sequelas que podem se arrastar por toda a vida de seus filhos, netos e bisnetos.

Mesmo quando os pais alternam atitudes carinhosas e agressivas, o reflexo no desenvolvimento dos filhos ainda é negativo e as consequências dos comportamentos de duplo vínculo são agressividade, dificuldade de aprendizado, rebeldia, timidez e um enorme sentimento de culpa . Por isso, as sequelas das humilhações e dos maus-tratos precisam ser tratadas para que a criança, o adolescente ou mesmo esse adulto possam ter uma vida mais saudável.

Muitas crianças crescem em ambientes desestruturados e acabam se afastando dos pais para poderem “sobreviver”.Como exemplo, uma paciente trouxe a psicoterapia o tema culpa por ter sobrevivido e ao longo do processo conseguiu superar o trauma dos maus tratos de sua mãe interrompendo a herança de sofrimento que migrava de geração para geração. Uma de suas irmãs cometeu suicídio e outra irmã, também sem buscar tratamento especializado, repetiu o mesmo padrão de maus tratos com os sobrinhos, vítimas dos mesmos traumas da mãe e da avó.

Experiências traumáticas podem criar oportunidades de crescimento pessoal através da introdução de novos valores e perspectivas para a vida. As psicoterapias atuais enfatizam as estratégias de superação utilizadas naturalmente por indivíduos resilientes (com a capacidade de atravessar situações traumáticas e voltar a qualidade de vida satisfatória).

Para quem chegou à vida adulta traumatizado, a psicoterapia é um caminho para libertação do sofrimento e da continuidade transgeracional do mesmo.


Extraido e adaptado da Web

domingo, 23 de dezembro de 2012

Segredos e Mentiras



R.- Tenho 31 anos, 2 filhos e estou casada ha 14. Ha 2 meses me separei, Meu marido é militar, trabalhou durante 2 anos em outra cidade e se envolveu com outra mulher... ela é formada em psicologia e eu não sou formada em nada. Durante este tempo fiquei cuidando da minha casa... Ele nunca me privou de estudar, eu mesma que não me empenhei. Ela tambem é casada, mas no momento está separada. Eles continuam conversando no face, não tenho acesso as mensagens, mas vejo que eles se falam sempre. Ele tambem conversa com outras mulheres. Na verdade eu me separei porque peguei ele conversando com outra mulher... Fiquei tão nervosa que quebrei o computador e coloquei ele pra fora e desde então estamos separados. Mas nestes dois meses eu transei com ele 2 vezes...não consigo viver sem ele... a separação é o melhor pra mim, mas não consigo deixar de querer ele, de sentir sua falta. Acho que ele mente pra mim o tempo todo, e que ele nunca ira mudar. Ja trai, por achar que ele tava fazendo o mesmo, mas me sentia infeliz depois. Analise este comentario e me oriente, por favor.

Resposta:
Não sei se seu marido procura outras mulheres por estar  insatisfeito com um casamento desgastado - uma insatisfação que ele não controla - ou por querer outras mulheres e ponto. Existem pessoas que não nasceram para viver com um só parceiro, estão sempre procurando novidades. O ideal é que ele tenha interesse em esclarecer isso numa psicoterapia.

 O mais grave é a deslealdade, a mentira, que corrói qualquer relação e à qual você não pode mais se sujeitar. Nada é pior do que não confiar no outro. Se ele de fato a ama e quer continuar com você, precisa se tratar para não mentir mais, para não enganar mais. Acho que você não pode deixar por menos. Do contrário, o melhor para você é deixá-lo.

Entendo que o mais difícil para você é justamente deixá-lo, mas essa dificuldade pode ter outros motivos que não amor:competição com a psicóloga, por exemplo, por se sentir em desvantagem já que você não é formada. ( E por que não começar seu sonhado curso de psicologia agora ? ) Não que este detalhe seja de fato importante. É claro que um diploma não faz tanta diferença. Mas vejo que para você faz,  já que está com baixa auto estima e não está percebendo seu próprio valor. Continuar a viver na mentira não é viver. É bom que se esclareça e busque uma decisão, que por mais dolorosa, não vai te deixar mais machucada do que já está. Abraço.
Aglair Grein- psicanalista


sábado, 22 de dezembro de 2012

APRENDER PELA DOR ou RESILIÊNCIA




Tenho acompanhado pessoas enfrentarem um câncer, e mesmo depois de todo sofrimento, marcadas fisicamente, voltarem a viver com mais garra que antes, cheias de alegria, de entusiasmo e gratidão pela vida.

Tenho acompanhado casais resgatando a paz e as delicias do amor reciproco, mesmo depois de enfrentar uma crise onde sofreram a devastação de um vicio ou de uma traição.

Tenho acompanhado pessoas de todas as faixas etárias renascerem mais fortes que nunca, mesmo tendo suportado todas as angustias e terrores imagináveis de um passado de atrocidades, de abusos, abandonos, maus tratos e violência de toda ordem por parte de pais, companheiros ou eventos traumáticos.

E  nessa minha vivência profissional, onde se mistura técnica com amor, cada vez mais aprecio o conceito de RESILIÊNCIA : a capacidade de ASSIMILAR e superar adversidades.

Um amigo meu presenteou-me com uma metáfora sobre o boxe, um esporte duro e violento que nos lega de forma muito especial o conceito de assimilação:

Um boxeador toma um direto de direita e assimila bem ou mal, o choque sofrido. Assimilar é tornar-se semelhante a. Como se o golpe passasse a ser uma parte da própria pessoa, modificando-a externa e internamente. O boxeador sofre, baqueia, devolve a energia potencial em forma de persistência (permanecer em pé), ou em forma de contragolpes defensivos, mas acima de tudo aprende enquanto assimila.
Aprende que a guarda deveria estar mais alta, que a esquiva deveria ocorrer um décimo de segundo antes. Aprende com a dor e aprende sozinho. Resiliência é isso.
Aglair Grein-psicanalista

Hipocondria o que é ?



Hipocondria o que é ?

É a crença persistente na presença de pelo menos uma doença física grave, progressiva com sintomas determinados, ainda que os exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista.

Como é ?
Os hipocondríacos normalmente sentem-se injustiçados e incompreendidos pelos médicos e parentes que não acreditam em suas queixas, que não levam seus argumentos a sério e irritam-se com o descaso.Por este motivo costumam consultar vários médicos. 

Por outro lado resistem em procurar ajuda psicológica, sentindo-se até ofendidos com tal sugestão, quando não há suficiente diálogo com o clínico que o acompanha. 
Muitas vezes as queixas mudam de uma doença para outra, obcecados com a certeza de que existe algo errado com sua saude. Pesquisam compulsivamente as doenças, as bulas de remédio, e sempre estão atentos a artigos publicados sobre o assunto.

Tratamento

Não existe medicação para hipocondria. Acredita-se que psicoterapia pode ajudar quando iniciada nos primeiros anos de quadro hipocondríaco. 
Há muito poucas pesquisas na literatura científica porque estes pacientes se recusam a participar dos trabalhos de pesquisa, visto que não se consideram psicologicamente doentes. Pela mesma razão não se sabe ao certo que percentagem da população é atingida por esse problema nem o perfil caracterológico dessas pessoas.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Amor Patológico




Homens ou mulheres sofrem mais de Amor Patológico?Talvez o Amor Patológico seja aparentemente mais frequente na população feminina porque as mulheres se queixam mais. As mulheres são mais honestas ao relatar que sofrem, que são obsecadas ou "viciadas" pelo parceiro, ou que deixam de viver a própria vida para viver pelo outro.
Além disso, as mulheres costumam dar maior ênfase aos comportamentos amorosos, tais como as atividades mútuas, ocasiões especiais, presentes, abnegação e sacrifícios pelo relacionamento. Sabe-se, porém, que tanto homens como mulheres podem sofrer de amor patológico.

CARACTERÍSTICAS DA PESSOA QUE VIVE UM AMOR PATOLÓGICO :

1. Vem de um lar desajustado, em que suas necessidades emocionais não foram satisfeitas.
2. Como não recebeu um mínimo de atenção, tenta suprir essa necessidade insatisfeita através de outra pessoa, tornando-se superatenciosa, principalmente com parceiros aparentemente carentes.
3. Como não pode transformar seus pais nas pessoas atenciosas, amáveis e afetuosas de que precisava, reage fortemente ao tipo de homem familiar, porém inacessível, o qual tenta, transformar através de seu amor.
4. Com medo de ser abandonada, faz qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento.
5. Quase nada é problema, toma muito tempo ou mesmo custa demais, se for para "ajudar" o parceiro com quem esta envolvida.
6. Habituada à falta de amor em relacionamentos pessoais, está disposta a ter paciência, esperança, tentando agradar cada vez mais.
7. Está disposta a arcar com mais de 50% da responsabilidade, da culpa e das falhas em qualquer relacionamento.
8. Sua auto-estima está criticamente baixa, e no fundo não acredita que mereça ser feliz. Ao contrário, acredita ( mesmo que inconscientemente ) que não tem o direito de desfrutar a vida.
9. Como experimentou pouca segurança na infância, tem uma necessidade desesperadora de controlar seus parceiros e seus relacionamentos. Mascara seus esforços para controlar pessoas e situações, mostrando-se prestativa e disponível.
10. Esta muito mais em contato com o sonho de como o relacionamento poderia ser, do que com a realidade da situação.
11. Tem tendência psicológica, e com freqüência bioquímica, a se tornar dependente de drogas, álcool e/ou certos tipos de alimento, principalmente doces.
12. Ao ser atraída por pessoas com problemas que precisam de solução, ou ao se envolver em situações caóticas, incertas e dolorosas emocionalmente, evita concentrar a responsabilidade em si própria. Culpa " o destino " ou a má sorte.
13. Tende a ter momentos de depressão, e tenta preveni-los através da agitação criada por um relacionamento instável.
14. Não tem atração por parceiros gentis, estáveis, seguros e que estão interessados nela. Acha que essas pessoas "agradáveis" são enfadonhas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cartão de crédito é bom para a auto estima ?





Cartão de crédito é bom para a auto estima ? Sim!  E é aí que mora o perigo !
Quando nossa auto estima se vê ameaçada, tendemos a comprar mais e a usar o cartão de crédito, segundo estudos.

Os mesmos estudos indicam que quando nos sentimos mal por acharmos que não fizemos bem alguma tarefa, ou porque alguém nos disse que lhe decepcionamos, tendemos a fazer gastos com o cartão de crédito, especialmente para adquirir produtos caros, supérfluos ou de luxo.

 Isso significa que nos sentirmos ameaçados faz com que vejamos uma compra com novo olhar ? Ou talvez adquirir um objeto do desejo conseguiria "consertar" nossa auto estima danificada ? Os psicólogos tendem pela segunda opção e advertem que estas compras são realmente  eficazes para nos reafirmarmos psicologicamente. Trocando em miúdos: a compra de um objeto especial (quase sempre desnecessário)  realmente ' conserta' a baixa auto estima. 
E, justamente por isso recomendam cuidado, já que em certas circunstâncias podem causar arrependimentos e consequências financeiras desastrosas a longo prazo.

Ficarmos atentos aos motivos que nos levam às compras, especialmente aquelas por impulso, é mais que saudável para as finanças, mesmo sendo, às vezes, um santo remédio para a auto-estima. 

Aglair Grein-psicanalista

domingo, 16 de dezembro de 2012

Psicanálise altera a conexão dos neurônios



Hoje, com as novas noções da integração mente-corpo baseadas nas neurociências, a psicoterapia tem que ser considerada parte dos recursos médicos no tratamento de doentes. Quando um trauma afetivo gera um estado bioquímico capaz de se manifestar por um quadro clínico é óbvio que a condição psicológica faz parte dos sinais e sintomas definidores da doença em foco.

Nessa situação, tratar só o efeito no físico- com o uso de medicação- vai deixar a origem intocada e, logicamente, a possibilidade aberta para a manutenção do distúrbio ou seu ressurgimento. Portanto, os cuidados devem ser dirigidos tanto ao corpo atingido quanto ao psiquismo abalado.

 Os pensamentos influenciam a função cerebral e, por outro lado, a constituição física do cérebro condiciona a capacidade de pensar.

O Dr. Daniel G. Amen, no livro Transforme Seu Cérebro, Transforme Sua Vida  já relatou que, por meio da tomografia computadorizada, pode verificar que muitos distúrbios psicológicos, como ansiedade, depressão, falta de atenção, mau humor, incapacidade de terminar as coisas, dificuldade de expressar sentimentos, manutenção de mágoas, inflexibilidade cognitiva, vontade de discutir, falar demasiadamente, negativismo e muitos outros têm relação com o funcionamento de partes específicas do cérebro.
Esse funcionamento é condicionado por crenças implantadas na infância, traumas psicológicos vividos, traumatismos cranianos ou características próprias do cérebro de cada um. 

Psicanálise pode alterar a rede de células cerebrais

 Há evidências científicas de que a psicanálise altera a conexão dos neurônios cerebrais entre si e que ela de fato pode alterar a rede de células neurológicas na massa cinzenta do córtex cerebral. Acumulando-se ao longo do tempo, essas transformações físicas no modo de conexão dos neurônios ajudam a produzir novas representações internas de si mesmo e do outro, alterando os padrões neurais arraigados de relações estabelecidas na tenra infância."

Assim, a psicoterapia seria a exploração e transformação das conexões existentes entre os neurônios interligados do córtex superior, o que faria a psicoterapia modificar, inicialmente, as conexões funcionais entre os neurônios para, depois converter essas transformações em mudanças na estrutura concreta do córtex cerebral.


Podemos mudar na maturidade..se quisermos !




A velha ideia – presente não só no senso comum mas na Medicina e na Psicologia – de que não podemos mudar nossas características de personalidade com o passar do tempo vem cada vez mais caindo por terra. Nos últimos anos descobertas fundamentais no campo da biologia e das neurociências estão provando que tanto o cérebro como a mente humana podem se rearranjar de maneira extrema. As pessoas podem se reinventar em qualquer estágio da vida.

Traços negativos de personalidade são relativamente fáceis de mudar em qualquer idade. Características como a timidez, a teimosia, a dificuldade de concentração e de relacionamento, o temperamento explosivo, a impaciência, a frieza emotiva e o pessimismo podem, com algum treinamento e aprendizado, serem atenuadas e até vencidas totalmente. E a idade não é um fator inibidor de mudanças mas, essencialmente, um estímulo para ela.

As pesquisas recentes sobre o Desenvolvimento Adulto mostram que grande parte das potencialidades humanas só se manifestam em sua plenitude quando as pessoas atingem um estado de equilíbrio e saúde mental. Estado esse que se efetiva no decorrer do processo transformador da meia-idade. Em inúmeras pesquisas sobre desenvolvimento humano há evidências claras de que, às vezes, basta dar tempo ao tempo para que muitos dos entraves emocionais da juventude e do começo da idade adulta cedam e abram espaço para a capacidade criativa.

Portanto, ao contrário do que temos visto ser exaltado na cultura contemporânea, que cultua a juventude acima de todas as coisas, as pesquisas sobre desenvolvimento da personalidade estão mostrando que em grande parte a plena realização da vida humana se dá quando a mocidade cede lugar à maturidade.
Aglair Grein-psicanalista

Como evitar a auto-sabotagem






Em entrevista, o psicanalista americano Stanley Rosner revela como funcionam os ciclos negativos de repetição, que levam a problemas no casamento, na relação com pais e filhos e no trabalho, e conta a história de alguns de seus pacientes

Todos os seres humanos têm padrões de repetição - a maioria, irracionais. Alguns calçam o pé direito sempre antes do esquerdo, ou vice-versa, outros sempre dão topadas nas mesmas quinas dos móveis ou gostam de comer determinados alimentos antes de outros. Quando são acontecimentos corriqueiros, não há grande importância. O problema é quando a repetição é destrutiva. “São compulsões que levam indivíduos à beira da loucura e destroem vidas - as suas próprias e as de outros”, diz o psicanalista freudiano americano Stanley Rosner. Com quarenta anos de experiência, Rosner detectou esse tipo de comportamento em muitos de seus pacientes.


ÉPOCA - O que é o ciclo da auto-sabotagem? 
Stanley Rosner - É a tendência a se repetir, indefinidamente, atitudes destrutivas. É claro que a maioria das pessoas não percebe o que faz. Prefere acreditar que a insatisfação é apenas fruto de algo externo. E essa negação faz com que ela siga em frente, sempre sofrendo. Pode se manifestar em absolutamente todos os aspectos da vida: no namoro, no casamento, na criação de filhos, na escola, no trabalho. 


ÉPOCA - Em que situações a auto-sabotagem acontece? 
Rosner - No casamento, por exemplo, que é um espaço de luta de poder e desejos, é comum o marido ou a esposa deixar o outro controlar, dominar e punir, enquanto o outro simplesmente age de forma que esse controle e essa dominação cresçam ainda mais. Ambos seguem um acordo silencioso, não importando se ele traz culpa ou dor. Também é muito frequente uma pessoa casar várias vezes e, apesar de os parceiros serem absolutamente diferentes, criar situações e problemas idênticos com todos eles. Qualquer um pode perceber que um padrão está sendo repetido - menos ela própria. Outro ponto: em meus pacientes de terapia de casais, costumo encontrar semelhanças entre cônjuges e seus pais. E o paciente se assemelha com quem ele mais teve dificuldades: o pai frio e distante deu origem ao marido insensível. É a representação de uma relação mal-resolvida do passado. 


ÉPOCA - A infância é, então, a origem dessas repetições? 
Rosner - Sim, é basicamente na relação entre pais e filho que se constroem esses padrões. É de traumas, grandes ou pequenos, do começo de nossas vidas que isso tudo nasce. De um sentimento de abandono, nasce a crença de que se aquilo for repetido, as coisas serão transformadas. Tudo é inconsciente, é claro. 


ÉPOCA - O divórcio dos pais faz com que as crianças tenham dificuldades emocionais no futuro? 
Rosner - Não o divórcio em si. Mas se o divórcio é complicado e, principalmente, se a criança é usada como uma bola de futebol neste processo, isso deverá, sim, acarretar problemas mais tarde. O mesmo se os pais ficam anos falando mal um do outro na frente da criança. Tudo que quebra a confiança e a segurança de uma criança pode fazê-la ter dificuldades emocionais na vida adulta. 


ÉPOCA - Quais são os casos mais comuns de auto-sabotagem no trabalho? 
Rosner - Todos conhecemos alguém que pula de emprego em emprego e está sempre culpando um chefe ou os colegas. Nos novos empregos há sempre problemas semelhantes aos anteriores. Isso é porque o relacionamento interpessoal é um fator muito importante no trabalho - tanto quanto dedicação ou competência. As percepções das pessoas no local de trabalho muitas vezes são distorcidas por relações mal resolvidas do passado, da mesma forma que no casamento. Vê-se um chefe como o pai severo ou uma colega como a irmã competitiva. A auto-sabotagem nasce daí: questiona-se a autoridade do chefe, negligencia-se uma meta, começa-se a chegar  atrasado. Como forma de combater inconscientemente algo do passado que ainda nos atormenta. 


ÉPOCA - Como controlar a auto-sabotagem? 
Rosner - Evitar essas repetições destrutivas é muito difícil, porque elas estão consolidadas em nosso inconsciente desde muito cedo. Uma pessoa pode até perceber sua compulsão em agir daquela maneira e, a partir disso, acreditar que poderá controlar-se da próxima vez. E mais uma vez ela age destrutivamente e crê que na próxima ela evitará e assim por diante. Por isso eu digo que estar ciente de seu padrão de repetições é extremamente importante, eu diria que é o primeiro passo. Mas o caminho para estancar esse comportamento é ir de encontro ao trauma que está na raiz de tudo. Enfrentar esta tristeza. 


ÉPOCA - O senhor diz em seu livro que o caminho é a terapia. Por que? 
Rosner - Porque é o caminho mais curto. E, na grande maioria das vezes, o único caminho. Muitos pacientes iniciantes agem como se tivessem nascido ontem e se recusam a falar do passado. Acham que é no presente que está a resolução de seu problema. Aos poucos vão percebendo que é preciso voltar no tempo para interromper o ciclo. A chave está na origem dos conflitos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A dor de quem ama demais




Todo mundo conhece mulheres que amam demais - são aquelas que desabam quando os homens vão embora.

Ainda que elas vivam reclamando do sujeito, desmoronam no momento em que ele as deixa: não conseguem trabalhar, não conseguem dormir, não conseguem viver. Os amigos acorrem, a família se alarma, médicos são acionados. Mas nada é capaz de ajudá-las, nem ninguém. O desejo de viver parece ter sido levado pelo cara que foi embora. Tudo o que elas conseguem fazer é pensar nele. Mulheres que amam demais são obcecadas.

Conheci um rapaz que se envolveu num enredo desses.

Depois de um ano de namoro disfuncional – muita briga, um monte de sexo e nenhum plano em que coubessem os dois – o cara resolveu que era hora de terminar. Achou que a moça, que vivia reclamando dele, receberia a notícia sem surpresa, até com alívio. Qual nada. Assim que ele anunciou que não queria mais, ela sucumbiu. Não ali, na frente dele. Começou no dia seguinte, ao telefone: parecia outra pessoa, de tão abatida. Disse que não estava conseguindo sem ele. Depois começaram os torpedos no celular, num tom entre choroso e desesperado. Vários deles ao dia, que ele respondia meio sem jeito, tentando animá-la. Então as amigas dela começaram a ligar, deixando saber que a moça estava “praticamente suicida”. Sugeriam que ele fizesse algo. Mas fazer o quê, voltar? Ele não queria, muito menos com tanta confusão. Da última vez que eu soube do caso, ela continuava atrás dele, que tinha decidido bancar o doutor House: “Eu fico firme, mantenho a distância e digo a ela está fazendo papel de louca. Uma hora ela vai entender.”

Será? 

Algo me diz que há muito mais a entender na vida dessas mulheres do que um pé na bunda. Mulheres e homens, aliás. Não são poucos os barbados que fazem esse papel desesperado. Rejeitados, preteridos ou abandonados, eles também abraçam o desespero como se não houvesse alternativa. Estão convencidos de que a vida sem aquela mulher não vale a pena. Desistem, ou quase isso – até que a próxima paixão os salve, e, tempos depois, os atire de volta ao fundo do buraco amoroso.

Eu tenho a impressão, porém, de que há menos homens assim do que mulheres, e não por razões biológicas. É que a cultura masculina, ao contrário da feminina, desestimula esse tipo de atitude. Quando o sujeito abandonado começa a enlouquecer, é mais provável que as pessoas digam, “Pô, rapaz, para com isso!” do que “Ai, amigo, eu te entendo tanto...” Faz diferença. Esse tipo de dor é uma questão íntima, claro. Pertence mais ao terreno da psicologia do que da sociologia. Mas a maneira como o mundo recebe certos comportamentos pode incentivar que eles ocorram. E o mundo, decididamente, está acostumado ao sofrimento amoroso das mulheres.

Há também o drama da cronologia. Homens com 30 anos acham que a vida está começando. Algumas mulheres com 30 anos sentem que já estão perdendo o bonde da própria vida. Dois relógios quebrados, mas cada um deles produz seu tipo de maluquice...

Seja ele feminino ou masculino, por trás desse bolero agonizante há um tipo de personalidade cuja principal característica, me parece, não é amar demais – é sofrer demais. Arrisco dizer que essa explosão de sentimentos não tem sequer relação verdadeira com o amor. Penso nos milhões de pessoas que amam de forma tranquila e profunda os seus parceiros. Penso em muitos que são deixados a cada dia e atravessam com dignidade o seu percalço. Penso naqueles que acordam de manhã, encaram o vazio e se levantam. Minha conclusão, diante do exemplo deles, é que não há correspondência entre a dor que se exibe e o amor que se sente. A dor dos sofredores é real. O amor eu não sei.

Minha impressão, nada científica, é que há um tipo de personalidade comum a essas grandes histórias de sofrimento, sejam de homens ou de mulheres.

O traço mais marcante dessa personalidade sofredora é a dificuldade em estar só. Gente que passa em paz um domingo de chuva não entra em pânico porque o namorado foi embora. Quem sabe o prazer de ir sozinho ao cinema não desespera com a perspectiva de ficar sem namorada. Uma pessoa que já tenha viajado sozinha sabe que as férias – ou o feriado de Ano Novo – podem ser uma ótima ocasião para conhecer gente legal. Não estou dizendo que a solidão é gostosa ou desejável, muito menos no longo prazo. Só estou sublinhando que há pessoas para quem a simples perspectiva da solidão é totalmente intolerável – e são elas que se desesperaram quando um relacionamento chega ao fim. Qualquer relacionamento.

Outra marca registrada das mulheres (e homens) que sofrem demais é a dificuldade em enfrentar rupturas. São os patologicamente apegados, a qualquer coisa e a qualquer um. Uma vez que você tenha entrado no círculo de intimidade dessa mulher ou desse homem, sair será um problema. A maioria de nós cultiva a mesma dificuldade em algum grau. Acertada uma situação – namoro, casamento, trabalho, endereço – a gente deseja que ela permaneça. Deve ser preguiça, escrita nos nossos genes. Mas pode ser também medo do que é novo e desconhecido. Quando alguém vai embora, por pior que seja, abre um vazio – que é preenchido, instantaneamente, pela mais intensa ansiedade. O que virá depois? Quem virá depois? Para alguns, esse doloroso período de dúvidas deve ser insuportável.

O terceiro elemento da alma desesperada é a dificuldade em arrumar companhia. Há pessoas para quem isso é fácil e outras para quem não é. Não se trata apenas de aparência ou de charme. Conheço mulher chata que não é bonita e nunca está sozinha. E outras bonitas e legais que penam para achar um par. Vale o mesmo para os homens, imagino. O tipo de gente que tem facilidade para achar parceiros reage com mais calma diante das perdas afetivas. Elas sabem, mesmo na dor, que daqui a pouco vai pintar outra pessoa. Quem não tem essa segurança pode facilmente cair no desespero. E muitas vezes cai.

O que se faz com tudo isso? Pouco. Saber não adianta muito quando uma amiga está descendo ao fundo do poço ou quando nós mesmos nos sentimos arrastados a ele. Mas ajuda, eu acho, dizer a quem sofre além dos limites que isso não é bom e nem é natural. É bom dizer a quem está assim que ela ou ele precisa de ajuda. O luto por um grande amor é normal, o desespero por uma relação meia boca não é. Há que entender a diferença. Nada pior do que uma pessoa mergulhada em depressão com gente em volta achando sublime, cena de romance. “Ai, eu te entendo tanto, amiga. Amar demais é difícil!” Nada disso. Amar demais é bom. Não poder amar é que é ruim. Mas esse sofrimento aí não tem a ver com amor. A dor de quem sofre demais precisa ser tratada para que um amor de verdade possa aparecer. 

[Ivan Martins]

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Dicas para os (incautos) apaixonados



Tenho certeza que se lembra da última vez que você se apaixonou. É o estado de sonho maravilhoso quando você sente que tudo é possível. É fácil reconhecer os outros que também estão sob o feitiço de estar apaixonado. Eles andam por aí com confiança e devaneio.Têm certeza de que encontraram um tesouro. Não há limites para o que eles possam fazer. A vida fica perfeita. 

Por mais que eu não queira acabar com toda essa alegria, há algumas coisas a observar durante o fenomeno, sob a feitiço da primeira fase. Aqui estão algumas coisas que devem ser consideradas para que você navegue por essas águas selvagens. 

1. Lembre-se :você está sob a influência dos hormônios. Esses hormônios produzem uma sensação de intoxicação - sim, intoxicação, assim como qualquer droga que mantém a mente alterada. 

2. Este sentimento temporariamente faz você sentir-se completo. E enquanto você se sentir assim, não é real. Uma vez que você saia desta fase, ainda terá de lidar com o seu vazio, medos e desejos. 

3. Porque o amor de fantasia da primeira fase é tão bom e realiza tanto, que é fácil tornar-se viciado. Cuidado! Você não quer ficar preso em um relacionamento não saudável ...e também não quer passar a vida de amor em amor em busca da pessoa certa.

4. Às vezes as maiores expectativas levam a maiores frustrações.É melhor ser um cético saudável quando encontrar alguém que é muito charmoso e sedutor. Eles podem ser pessoas dependentes e sabem bem como ganhar a sua próxima 'vítima'. 

5.Convém andar devagar e ganhar tempo até conhecer bem alguém. Assim você pode se conectar aos sentimentos e, ao mesmo tempo perceber o esfriamento ou aquecimento do vinculo, com condições de decidir se esse investimento continua ou não a valer a pena. 

6. Manter uma equipe de apoio à mão. É de fundamental importância para testar a realidade e ouvir da perspectiva objetiva de pessoas amigas a opinião sobre seu novo interesse amoroso . Perguntar e ouvir as respostas , refletir sobre elas , sem descartá-las só porque não correspondem ao que você sente. Lembre-se : você está intoxicado !

7. Depois da primeira fase, se entre mortos e feridos salvaram-se todos, aproveite a viagem. Apenas coloque o cinto de segurança e siga as leis de transito.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Síndrome de Alienação Parental



O que é a Síndrome de Alienação Parental ? Também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.

Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro. Isto é a síndrome de alienação parental: programar uma criança para que odeie o genitor.

 A lei prevê medidas que vão desde o acompanhamento psicológico até a aplicação de multa, ou mesmo a perda da guarda da criança a pais que estiverem alienando os filhos. A Lei da Alienação Parental, 12.318 foi sancionada no dia 26 de agosto de 2010.

Fonte: http://www.alienacaoparental.com.br/

Mulheres infelizes no amor




Até agora, estávamos habituados a entender a dependência amorosa das mulheres como um reflexo da sua dependência econômica. Atualmente, ficamos surpresos ao descobrir que, afinal, muitas mulheres bem sucedidas e economicamente independentes, sofrem por depender de um par amoroso tal como as suas antecessoras do século XIX. 
O contraste entre o sucesso profissional e a fragilidade emocional é surpreendente. A predisposição para o sacrifício e o sofrimento por amor é uma característica tipicamente feminina. 

Não importa o que conseguimos atingir em todos os outros aspectos da nossa vida. Quando um homem entra em cena, tudo se modifica. Mas isto é uma tendência, é bem diferente de acharmos que somos obrigadas a sofrer, condenadas a ter relações infelizes. Saber reconhecer a nossa natureza é o que nos permite cuidar de nós mesmas.

A que sinais uma mulher deve estar atenta de forma a compreender a tempo que está envolvida numa relação que não lhe trará felicidade? Os sinais diferem de mulher para mulher e manifestam-se de diferentes formas. No entanto, é preciso perguntar se nos sentimos confortáveis na relação ou se estamos constantemente aterrorizadas com a possibilidade de esta terminar.

É também importante perceber se existe reciprocidade, se sentimos que recebemos tanto quanto damos ao outro, perceber se na relação há espaço para ambos crescerem, se se compreendem, se são mais frequentes os bons momentos ou os maus. Há mulheres que, ao longo da vida, vão colecionando relações problemáticas mas, apesar disso, repetem o mesmo padrão, o mesmo erro.

A repetição é inerente ao ser humano. Repetimos situações sem que sequer nos apercebamos disso e escolhemos companheiros tão igualmente desastrosos como os anteriores, convencidos de que, desta vez, estamos fazendo tudo certinho. 

Mas a verdade é que, geralmente, repetimos situações que vivemos na infância e das quais não temos sequer consciência e, às vezes, é necessária a ajuda de um terapeuta para conseguirmos virar a página, compreender que estamos revivendo tudo e romper o ciclo da repetição.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Compulsão por Compras





Por que tantas pessoas no mundo sofrem com o impulso irresistível de fazer compras? Na verdade, o sofrimento não é sentido durante o ato, e sim, logo após o mesmo.

Esse comportamento chama tanta atenção, que já criaram novas expressões: “viciados em compras”, “shopaholics” ou “onanie”. Quer seja um ou outro nome dado a essa compulsão, o importante é sabermos por que isso afeta a tantas pessoas.

O que leva com que milhões de pessoas se entreguem a esse “vicio” que traz tantas consequências? Porque existem mulheres e homens que por não conseguirem se controlar, extrapolam seus limites, o limite de seu cartão de crédito e às vezes levam a si e a família ao desastre financeiro?

O próprio nome já nos dá uma pista, pois quando falamos de compulsão em compras, podemos ler com-pulsão, e não desejo em compras. Trata-se portanto da pulsão. Esse “algo” que os pacientes em análise reconhecem como ”algo mais forte que a vontade”, algo que os “impele” a sair de casa e comprar. Às vezes não importa o que seja - podem ser sapatos, roupas, comida, bebidas, carro, etc. Nessa relação pode entrar qualquer coisa que “apazigue” momentaneamente alguma angústia sentida.

A compulsão não se manifesta somente na forma de compras, ela pode também significar para alguns compulsão em bebidas, drogas, jogos, relacionamentos afetivos, relações sexuais, em contar mentiras, etc. 

Os pacientes relatam que por não entenderem o que lhes acontece ou por não suportar a angústia ou ansiedade que sentem, correm para apaziguá-la através de “mimos” e presentes para si. Porém, no minuto seguinte se arrependem, se prometem que não mais o farão e tornam a repetir o mesmo diante de outra situação de angústia. Isso leva a um ciclo quase “infernal” de repetição, pois por se sentirem culpados pelo que fizeram, se punem, e assim, comem muito, bebem, se entristecem, reatualizando a repetição.

Existe na compulsão uma busca de satisfação que fará com que seu caminho seja sempre o de buscá-la através da repetição.A compulsão se trata de um imediatismo, pois a pulsão não quer esperar para ser satisfeita, diferente do desejo, que pode levar o indivíduo a buscar um momento mais adequado para realizá-lo. Enquanto na pulsão existe a urgência, no desejo conseguimos encontrar a possibilidade da espera.

A compulsão às compras está ligada à compulsão à repetição inconsciente. Portanto, é importante que cada um descubra o que tanto busca, e qual a representação desses objetos comprados que vêm momentaneamente cobrir a falta de algum objeto perdido dentro de si.

[Via Escuta Analitica]

domingo, 9 de dezembro de 2012

Por que Psicanálise ?


Por que Psicanálise ?

Psicanálise é uma terapia baseada na observação dos processos não conscientes que impulsionam os comportamentos e a vida emocional das pessoas. Estes fatores inconscientes podem causar sofrimento e descontentamento, por vezes manifestos por sintomas muito diversificados: tristeza e desânimo profundo, dificuldades relacionais no plano amoroso, familiar e também profissional.
Uma vez que as causas são inconscientes, o conselho amigo ou familiar, a pesquisa pessoal de mais informação, embora úteis, acabam por não alcançar, frequentemente, resultados satisfatórios.

O tratamento psicanalítico explora e clarifica como estes fatores inconscientes afetam os padrões de comportamento do presente e os relacionamentos atuais: uma análise aprofundada da história pessoal permite esclarecer aspectos originários, como se desenvolveram e transformaram no tempo, auxiliando o sujeito a lidar melhor com a realidade presente da sua vida pessoal.

Quem mais pode beneficiar com uma Psicanálise é alguém que sofre ou sente alguma insatisfação e deseja compreender-se melhor. Pode já ter alcançado importantes conquistas na sua vida,  no entanto encontra-se perante alguns sintomas persistentes: depressão ou estados de ansiedade elevada, dificuldades no plano da sexualidade, ou até mesmo sintomas físicos que não se encontrem justificados plenamente por causas médicas comprovadas.

Muitas pessoas procuram a psicanálise por causa de repetidos fracassos no campo relacional ou profissional; outras porque se sentem auto-limitadas nas suas escolhas e prazeres.

As razões podem ser extraordinariamente diversas, dependentes do contexto evolutivo do sujeito, pelo que somente após uma avaliação criteriosa realizada por um experiente psicanalista deverá tomar a decisão que melhor se adéqua a si.

No decorrer do tratamento, os processos inconscientes inerentes ao funcionamento psíquico vão surgindo, havendo então oportunidade de serem elucidados e transformados. Paciente e psicanalista trabalham juntos com um mesmo fim: não apenas o de alterar os padrões de vida do sujeito e reduzir ou anular os sintomas incapacitantes, mas também o de expandir a sua liberdade de escolha refletida no campo emocional, familiar e profissional. Habitualmente, a vida do paciente - o seu comportamento, relações e sentido de si - altera-se em múltiplas formas.

Aglair Grein- Psicanalista


sábado, 8 de dezembro de 2012

Sexo Compulsivo




Erotomania e a ninfomania são termos que indicam um exagero do desejo sexual por parte de um homem e de uma mulher. Tais quadros são cientificamente conhecidos como Desejo Sexual Hiperativo (DSH) e manifestam-se principalmente por desregulação ou falta de controle da motivação sexual.

A pessoa espontaneamente apresenta um nível elevado de desejo e de fantasias sexuais, aumento de freqüência sexual com compulsividade ao ato, controle inadequado dos impulsos e grande sofrimento. Preocupa-se a tal ponto com seus pensamentos e sentimentos sexuais que acaba por prejudicar suas atividades diárias e relacionamentos afetivos. Em geral não apresenta disfunções sexuais (como ejaculação precoce ou impotência), funcionando relativamente bem como um todo. Engaja-se em atividade masturbatória ou no coito, mesmo sob risco de perder os seus relacionamentos amorosos (busca de alta rotatividade de parceiros) ou a própria saúde (Hepatite B e C, HIV). Quando tenta evitar e controlar o impulso para o sexo, a pessoa pode ficar tensa, ansiosa ou depressiva. A pressão para a expressão sexual retorna e a pessoa sente-se escrava de seus próprios desejos.

Hoje em dia, com o maior acesso aos meios de comunicação como internet, encontramos uma nova modalidade de hipersexualidade: compulsão sexual virtual (sexo virtual), atingindo mais de 2.000.000 de pessoas que gastam de 15 a 25 horas em frente ao computador navegando em sites de sexo. As linhas de tratamento podem ser empregadas isoladas, mas tem se recorrido muito a tipos de tratamentos combinados, como o uso de medicação concomitantemente à psicoterapia cognitivo comportamental ou focal.

[Via Orgone Psicologia]

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Meu mundo caiu






 C.- Eu tenho 30 anos namorei por 6 anos e nesse espaço de tempo eu não prossegui com minha vida. Eu ficava em função da vida dele, não que ele fizesse com que eu agisse assim... eu é que vivia em função dele. Terminamos no final do ano passado e desde então não consegui me envolver com mais ninguém . Tive que viajar no mês passado e me encontrei com um rapaz que conheci pela internet, que me pareceu estar super interessado  mas depois de uma semana ele me aparece namorando uma garota. Estou péssima, nem sei se consegui te explicar o que estou sentindo e o que aconteceu comigo ou  melhor  o que esta acontecendo. To começando a sentir falta do meu ex. Não quero sentir isso. Mas o que vem na minha cabeça é que só ele pode me dar o que eu preciso, que não vou achar mais ninguém. Me ajude a entender isso.


Resposta:

O que está acontecendo com você é puro desamparo. O seu relato  indica que se anula quando está com um parceiro, vive a vida do outro . Essa fragilidade desmedida vem da dependência na relação amorosa e é devida a um jeito 'torto' de se relacionar. Algumas pessoas não só se entregam, mas abandonam a si mesmas e fundem-se ao outro, tornando-se parte dele. Quando há afastamento ou rompimento, ficam perdidas, sem eixo. Como se tivessem que ter sempre alguém ao lado para validar a própria existência.

A fantasia de voltar para o ex pode ser um recurso desesperado para não ficar sozinha. Como se o ex, que já te salvou um dia, pudesse voltar a salvá-la. Quem tem que salvar-se é você mesma, com decisão e coragem.

Procure a resposta às tuas questões em tua história familiar ou em tua educação, já que as mulheres são freqüentemente educadas para servir, agradar, depender de um homem que as ampare. Uma terapia iria te beneficiar muito, até para que, no desespero, não se ligue a alguém que não a mereça e volte a se fundir, procurando teu eixo em outra pessoa.

A vida não admite representantes: ninguém pode conquistar maturidade por nós, ninguém pode crescer por nós. Como diz aquela música antiga da  Maysa Matarazzo : " Se meu mundo caiu, eu que aprenda a levantar... " Abraço
Aglair Grein-Psicanalista

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O que é o TOC ?


Considerado raro até há pouco tempo, o TOC ( Transtorno Obsessivo Compulsivo) é uma doença bastante comum, acometendo, aproximadamente, um em cada 40 ou 50 indivíduos. No Brasil, é provável que existam entre 3 e 4 milhões de portadores. Muitas dessas pessoas, embora tenham suas vidas gravemente comprometidas pelos sintomas, nunca foram diagnosticadas e mais dificilmente ainda, tratadas.

Talvez a maioria desconheça o fato de esses sintomas constituírem uma doença para a qual, de uns anos para cá, já existem tratamentos bastante eficazes.
O TOC é considerado uma doença grave por vários motivos: está entre as dez maiores causas de incapacitação, de acordo com a Organização Mundial de Saúde; acomete preferentemente indivíduos jovens ao final da adolescência e muitas vezes começa ainda na infância sendo raro seu início depois dos 40 anos; geralmente é crônica e, se não tratada, na maioria das vezes se mantêm por toda a vida.

O TOC é o chamado transtorno das manias, são aqueles quadros onde as pessoas têm manias. Mania de limpeza é a mais característica, mas ela pode se expressar de muitas outras maneiras; Mania de ordem (a pessoa precisa arrumar as coisas e bota-las em ordem), manias de colecionador, superstição (pessoas que precisam bater 3 vezes na madeira, que só saem com seus amuletos, tem medo do azar e fogem de gato preto), mania de contar as coisas, fazer contas com as placas de carro, mania de trancar e reverificar se trancou as portas e praticamente todas as outras manias, hábitos (não vícios) que você possa imaginar.

A mania fica caracterizada como doença, como transtorno, quando a pessoa tem a necessidade de repetir os seus atos de forma compulsiva (ou seja, a pessoa não consegue se controlar, não depende de sua vontade, ela faz sem querer ou sem perceber ou ainda não consegue impedir o ato pela sua vontade, dai o nome compulsiva, obrigatória), repetidamente.

As pessoas que tem estes sintomas costumam ter uma personalidade muito própria. São pessoas extremamente escrupulosas (tem uma preocupação na mente de não provocar problemas), costumam ser formais e distantes no relacionamento, frios afetivamente podem ou não ser pessoas arrogantes. Costumam ser autoritários quando ocupam postos de liderança e temerosos e tímidos quando não estão nesta posição. Intimamente são medrosos embora não admitam, fazendo um tipo de fortes. Não costumam ser sociáveis, tendo poucos amigos (depende do grau da neurose). Tem um comportamento normalmente calmo ou retraído, mas às vezes tem explosões que podem ser surpreendentes e até assustadoras (pela agressividade e violência). São pessoas metódicas, as vezes exageradamente perfeccionistas, sendo que alguns são muito insistentes embora a maioria desista com facilidade. Costumam ser indecisos.

Felizmente, têm sido desenvolvidos novos métodos de tratamento, utilizando medicamentos e psicoterapia, que conseguem reduzir os sintomas e, muitas vezes, eliminá-los completamente.

[Via Educação e Psicanalise]

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O que acontece num processo de análise ?




O inconsciente, em psicanálise, não é o mesmo que o contrário da consciência.
É o que traz o selo das palavras escutadas na infância, dos significantes primordiais que marcaram o sujeito desde que ele nasceu, que tem relação com sua história familiar, com os costumes e o discurso de sua família, pois assim como os traços genéticos, eles também são transmitidos através das gerações.

Sendo o Inconsciente um saber não sabido, um saber que o sujeito tem mas que não está acessível para ele conscientemente, ele necessita de um Outro - o analista – que o escuta e marca em seu discurso onde ele tropeça, o que ele repete e as “sabotagens” que se faz. E o sujeito consegue decifrar em análise seu sintoma, descobre a causa de seu sofrimento, o porquê de suas repetições, das rupturas dos laços afetivos, do uso de entorpecentes, das escolhas desastrosas, das doenças repetitivas, etc. A análise possibilita que o paciente elabore um acontecimento, assim deixará de ser dominado pela repetição, o que muitas vezes é entendido como destino .

Na análise, o analista escuta algo além da intencionalidade, pois é no registro do inconsciente que ele opera, escuta aquilo que na palavra do sujeito o trai, o que lhe atravessa. “É como se as palavras pulassem de minha boca, mas não era o que eu queria dizer”, disse um paciente. Ora, é exatamente o que ele queria dizer, porém não sabia que o queria. E saber sobre isso lhe abre uma nova perspectiva, pois poderá fazer algo diferente a partir dessa descoberta. Assim poderá se colocar como senhor de suas escolhas e não mais atribuirá ao outro ou ao destino o que lhe acontece.

[Via Escuta Analitica]

domingo, 2 de dezembro de 2012

Pânico


D.- ME ENCONTRO DESESPERADO POR CAUSA DE UM SERIO PROBLEMA DE DESCONTROLE EMOCIONAL. DEPOIS DE PERDAS DE FAMILIARES E DE UM ACIDENTE EM 2004 EU ADQUIRI UM SERIO PROBLEMA : NAO FAÇO REFEIÇÕES FORA DE CASA E NAO CONSIGO VIAJAR. SOU LIMITADO  HA UM CERTO TEMPO À RUA DO MEU PROPRIO BAIRRO E TAMBEM  NAO CONSIGO MAIS SAIR PARA FAZER TRATAMENTO PSICOLOGICO E PSIQUIATRICO,,,ESTOU CADA VEZ MAIS PRESO EM MINHA RUA OU MINHA CASA,,,SEMPRE TIVE MUITA SAUDE, SEMPRE TRABALHEI  ,,,,,NAO TENHO NENHUM TIPO DE VICIO,,,MINHA ANSIEDADE ESTA TAO ALTA QUE AS VEZES A RESPIRAÇAO TRAVA, SOME,  NAO CHEGA AO FUNDO DE MEUS PULMOES ...NAO QUERO MORRER AQUI NESTE LUGAR . ESTOU SEM CONDIÇOES DE IR AO MEDICO FAZER UMA SIMPLES CONSULTA PORQUE NAO VOU ALEM DE DUAS QUADRAS DO MEU BAIRRO.


A ansiedade, muitas vezes combinada com o estresse pós traumático ou outros fatores, pode levar uma pessoa a se limitar à sua própria casa. As sensações de pânico, o medo de morrer são tão intensos que desencadeiam sintomas físicos, como sua falta de ar. E isso se transforma num círculo vicioso : o medo provoca os sintomas e os sintomas provocam mais medo.

Leia neste mesmo blog - no  mês de Setembro -minha resposta à uma consulente, que tem uma situação tão aflitiva como a sua-  com o título O MEDO DE TER MEDO-   http://avidanoespelho.blogspot.com.br/2012/09/o-medo-de-ter-medo.html . Espero que seja útil.

O que fazer de imediato ? Vejo como uma boa ideia procurar um apoio em atendimento pela internet- já que por ora é o mais conveniente- até que se fortaleça . O que posso garantir é que existe solução.  É bom lembrar que foi você mesmo que se colocou nestas limitações. E como se colocou, tem como usar os mesmos recursos para se libertar delas.  Com o tempo e com a melhora dos sintomas, certamente você poderá voltar à sua rotina, inclusive à psicoterapia e à medicação, se for o caso. Abraço

sábado, 1 de dezembro de 2012

TRAUMA


O trauma é causado por um acontecimento estressante “que está fora da amplitude da experiência humana usual, e que seria marcadamente perturbador para quase qualquer pessoa”.

Abrange as seguintes experiências incomuns: ameaça grave à vida ou integridade física; ameaça grave ou dano aos filhos, ao cônjuge ou a outros parentes próximos ou amigos; destruição repentina da casa ou da comunidade; ver outra pessoa que está ou foi recentemente ferida gravemente ou morta como resultado de um acidente ou de violência física”

As pessoas traumatizadas são incapazes de superar a ansiedade de sua experiência, permanecem sobrecarregadas pelo acontecimento, derrotadas e aterrorizadas.

Sintomas pós-traumáticos são fundamentalmente respostas fisiológicas incompletas suspensas pelo medo. Se o problema de descarga for repetidamente perturbado, cada estado de choque sucessivo irá demorar mais. Se a pessoa for incapaz de se orientar e escolher entre lutar e fugir, irá congelar ou colapsar. Se for capaz de descarregar esta energia, não se traumatizará.

As pessoas traumatizadas apresentam: flashbacks, ansiedade, pânico, insônia, depressão, queixas psicossomáticas, dificuldade de se abrir, ataques de raiva violenta e não provocada e comportamentos destrutivos repetitivos. O trauma não resolvido pode nos tornar excessivamente cautelosos e inibidos, ou fazer-nos entrar em círculos cada vez mais apertados de re-atuação perigosa, vitimização e exposição temerária ao perigo.

Os sintomas podem permanecer latentes, acumulando-se por anos ou décadas e durante um período estressante ou outro incidente, podem aparecer. Um acontecimento de pouca importância pode provocar um colapso súbito, semelhante ao que poderia ter sido causado por um acontecimento catastrófico isolado.

[Via Orgone Psicologia]