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Psicanálise altera a conexão dos neurônios



Hoje, com as novas noções da integração mente-corpo baseadas nas neurociências, a psicoterapia tem que ser considerada parte dos recursos médicos no tratamento de doentes. Quando um trauma afetivo gera um estado bioquímico capaz de se manifestar por um quadro clínico é óbvio que a condição psicológica faz parte dos sinais e sintomas definidores da doença em foco.

Nessa situação, tratar só o efeito no físico- com o uso de medicação- vai deixar a origem intocada e, logicamente, a possibilidade aberta para a manutenção do distúrbio ou seu ressurgimento. Portanto, os cuidados devem ser dirigidos tanto ao corpo atingido quanto ao psiquismo abalado.

 Os pensamentos influenciam a função cerebral e, por outro lado, a constituição física do cérebro condiciona a capacidade de pensar.

O Dr. Daniel G. Amen, no livro Transforme Seu Cérebro, Transforme Sua Vida  já relatou que, por meio da tomografia computadorizada, pode verificar que muitos distúrbios psicológicos, como ansiedade, depressão, falta de atenção, mau humor, incapacidade de terminar as coisas, dificuldade de expressar sentimentos, manutenção de mágoas, inflexibilidade cognitiva, vontade de discutir, falar demasiadamente, negativismo e muitos outros têm relação com o funcionamento de partes específicas do cérebro.
Esse funcionamento é condicionado por crenças implantadas na infância, traumas psicológicos vividos, traumatismos cranianos ou características próprias do cérebro de cada um. 

Psicanálise pode alterar a rede de células cerebrais

 Há evidências científicas de que a psicanálise altera a conexão dos neurônios cerebrais entre si e que ela de fato pode alterar a rede de células neurológicas na massa cinzenta do córtex cerebral. Acumulando-se ao longo do tempo, essas transformações físicas no modo de conexão dos neurônios ajudam a produzir novas representações internas de si mesmo e do outro, alterando os padrões neurais arraigados de relações estabelecidas na tenra infância."

Assim, a psicoterapia seria a exploração e transformação das conexões existentes entre os neurônios interligados do córtex superior, o que faria a psicoterapia modificar, inicialmente, as conexões funcionais entre os neurônios para, depois converter essas transformações em mudanças na estrutura concreta do córtex cerebral.


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