terça-feira, 13 de novembro de 2012

Amor ou Paixão?



R.M.- Tenho 32 anos e ainda não sei diferenciar se estou só apaixonada ou se estou amando de verdade.Há 4 meses me relaciono com um cara que caiu de paraquedas na minha vida, logo depois que eu tinha acabado um namoro de mais de 3 anos.O que me amedronta é que no namoro anterior, foi decepcionante pra mim quando a relação estava no fim, era como seu eu estivesse com um estranho.Tudo nele era novidade pra mim, seu jeito mudou, seu comportamento, suas manias e defeitos ficaram tão à vista que não aguentei mais conviver com ele, morando junto.Brigávamos por tudo, ele me irritava demais e não fui capaz de descobrir porque não percebi isso antes. No começo achei que ele mudou, mas lendo algumas coisas sobre o assunto e acompanhando teus posts, me pergunto se não era eu que não enxergava por cegueira da paixão.Estou com medo de continuar e me dar mal, pois vejo no relacionamento novo tudo de bom, o homem na medida certa para mim, ele é perfeito.Não vejo nenhum defeito e isso me assusta.

Resposta:
Se você está mais alerta com a nova paixão, é um bom sinal.
Alguém -cujo nome não lembro agora- disse que qualquer que tenha sido o relacionamento que tenhamos tido no passado, era daquilo que precisávamos naquele momento.

É preciso distinguir entre o amor como sentimento da paixão e o amor como dom ativo. O amor como paixão fica no plano das relações imaginárias, em que as imagens do eu e do outro se confundem. Ao passo que o amor como dom ativo inscreve-se no plano das relações simbólicas, dimensão da palavra, cujo registro é o da verdade, da realidade.
 O amor como dom ativo está além da fascinação imaginária, porque se dirige ao ser do outro em sua particularidade, convive na diferença, onde dois não fazem um, mas dois.
Com sorte, a paixão ao se arrefecer pode se transformar em amor como dom ativo, algo a ser construido e cultivado.

Algumas dicas para não cair na armadilha cega da paixão e não se decepcionar mais tarde :
1- DIMINUA AS EXPECTATIVAS.A perfeição no outro e no relacionamento não existe.

2- POR MAIS APAIXONADA QUE ESTEJA, CULTIVE A AUTOESTIMA. Além de fazer alguém feliz, a gente tem que ser feliz.Não se anule pensando apenas na felicidade de quem está ao seu lado.

3- ESCOLHA ALGUÉM COM QUEM TENHA AFINIDADES.Essa história de que os opostos se atraem pode ser verdadeira, mas a convivência pede afinidades.

4- VALORES E PRINCÍPIOS MORAIS SÃO INEGOCIÁVEIS. Seu parceiro não deve ser cópia sua, mas precisa ter valores e princípios parecidos.
Abraço.
Aglair Grein-Psicanalista

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