quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O "outro" que nos habita.



Por que mesmo querendo fazer diferente algumas pessoas não conseguem? Porque não conseguem ser senhores de suas escolhas?

Alguns buscam a resposta na ciência,  nas cartas de tarô, no horóscopo, no cosmo ou nas estrelas. Outros, inconformados e cansados de sofrer, munem-se de coragem (pois é preciso ter coragem para enfrentar os próprios fantasmas) e encaram uma análise.  Perguntam se é melhor tomar remédios, pois o problema pode ser um hormônio enlouquecido ou uma doença genética.
 Geralmente a pessoa que sofre acredita que é mais fácil procurar culpados. E o culpado é sempre o outro: o pai, a mãe, o chefe, o namorado, a namorada, o gene, o destino ou uma molécula.

Somente depois é que descobrem que esse outro que governa seus pensamentos, suas fantasias, suas escolhas, sua vida, é um outro dele mesmo. É um outro que “habita” dentro dele a ponto de fazê-lo tomar essa ou aquela atitude. Esse outro responde pelo nome de Inconsciente.

Custam a acreditar que essa força, que é maior que sua vontade e que os impulsiona a sofrer e a repetir situações, provém deles mesmos e não do destino. E quando finalmente não conseguem mais negar, começam a se responsabilizar pelo que fazem.Assim, se colocam como senhores de suas escolhas e de seu destino.
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[O inconsciente, em psicanálise, não é o mesmo que o contrário da consciência. É o que traz o selo das palavras escutadas na infância, dos significantes primordiais que marcaram o sujeito desde que ele nasceu, que tem relação com sua história familiar, com os costumes e o discurso de sua família, pois assim como os traços genéticos, eles também são transmitidos através das gerações.]

 [Via Escuta Analitica]



8 comentários:

  1. e podemos mudar o inconsciente? ou temos que viver a sina de repetir o que nos foi colocado em padrões sociais e familiares? Não quero crer-me tão impotente assim, algo tem que existir que desfaça-nos das coisas ruins de nós mesmos...

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    1. Caro(a) CCD, quando repetimos padrões limitantes, prejudiciais ou destrutivos nas escolhas ou em nosso comportamento " sem querer', podemos mudar estes padrões atraves do auto conhecimento e da mudança destes padrões em um processo de psicanálise.Em qualquer fase da vida, desde que se queira.abraço

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  2. Não é nada fácil mudar esses padrões... eu bem sei disso. Em primeiro lugar é preciso aceitar, daí, buscar a mudança; e, é justamente essa aceitação que "trava" tudo, isso porque o medo está sempre presente. Mas se quisermos mesmo, de verdade, conseguimos!

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  3. Custam a acreditar que essa força, que é maior que sua vontade e que os impulsiona a sofrer e a repetir situações, provém deles mesmos e não do destino. E quando finalmente não conseguem mais negar, começam a se responsabilizar pelo que fazem.Assim, se colocam como senhores de suas escolhas e de seu destino.Sempre penso que sou culpada não culpo os outros eu tive uma escolha e talvez fui infeliz na escolha eu penso assim...

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  4. Muito bom!
    Me trouxe em mente o filme e o trabalho que escolhi fazer em "A Pele que habito" relata muito essa resistência e a dificuldade de se livrar ou melhor reconhecimento de si para assim lutar para a difícil conquista de "ser" por si só!

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    1. Que legal gostaria de ler o assunto sim ... obrigada Renata Berlófa,, Bom dia:)

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  5. Se Vc fez uma má escolha, muitas vezes movida pelo coração e não a razão, os outros logo dizem q estas querendo te fazer de coitadinha e que "tivestes o livre arbítrio na hora de escolher". Nunca acreditei nesta frase... acredito sim que tenhamos dificuldade de lidar com a razão, sem que esta afete nossos sentimentos e crenças...

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  6. o duro é e a maior consequência dessa situação é o sentimento de culpa q temos por não conseguirmos mudar nossas atitudes q sempre nos atrapalham.

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