segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Síndrome da Insatisfação Crônica




W.-Tenho 21 anos, moro em Sp e muitas vezes acho que não me encaixo nessa sociedade, não sei se é necessidade de estar livre, mas as coisas que a sociedade impõe não são do meu agrado. Todos acham que uma faculdade é essencial,talvez seja, mas não tenho essa necessidade e acho que se fizer vou fazer frustada. Já passei em uma faculdade publica e um curso técnico em épocas diferentes e optei por não fazer. Trabalho em um escritório, ganho bem para minha idade, mas não gosto do que faço e penso constantemente em me demitir.  Meus empregos duram pouco sempre por isso. Não tenho grandes necessidade com coisas materiais. As pessoas geralmente dizem que queriam ter as oportunidades que tenho, de cursos, empregos, família etc. Como disse não sei se isso é necessidade de ser livre.. Já pensei em virar mochileira mas tenho medo de não conseguir me sustentar diariamente e acabar ' perdida'. Não sei o que faço se continuo nessa insatisfação, mas com uma vida segura, ou se me arrisco em coisas que gosto com a incerteza de amanhã.

Resposta:
A Síndrome da Insatisfação Crônica acomete mais pessoas do que podemos imaginar. A síndrome da insatisfação nos dá uma sensação de que nada na nossa vida se encaixa, que podemos ter muito mais que temos vivenciado naquele momento. Nada é suficiente, nada basta. O amor nunca é tão intenso e verdadeiro como deveria, a profissão nunca satisfaz como deveria, os amigos nunca são tão presentes como deveriam,  a família não nos entende, o sistema está contra nós, etc. Remamos contra a maré e nos perdemos, nos exaurimos em insatisfação.

Como poderemos estar bem com o outro, com o trabalho, com o sistema, com a família se não estamos bem com nós mesmos? Como cobrar do mundo uma resposta para a qual não temos a pergunta ? "Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo", disse sabiamente John Lennon.

Não precisamos colocar uma mochila nas costas, atravessar oceanos e desertos em busca de.. de que? Buscamos, no final das contas,  por nós mesmos. É dentro de nós que moram as respostas que trarão a direção e o sentido de viver. É preciso que volte-se  para si e procure entender a sua alma. Sozinha ou com a ajuda de uma terapia. Depois de se descobrir e se compreender, encontrará coragem para escolher e aceitar um caminho. E sua viagem pelo mundo será muito mais enriquecedora e prazerosa - se até lá ainda entender que quer fazê-la - porque então será uma escolha e não uma fuga. Abraço
Aglair Grein-Psicanalista

19 comentários:

  1. Encaixa perfeitamente a mim...hj tento ser diferente, mais nunca estou satisfeita com nada, um buraco imenso e uma busca sem saber na vdd o que...

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  2. Levando de novo para o Face, mais uma vez obrigada, tenho uma amiga que sofre demais, e agora acho que encontramos a solução e o diagnóstico. Muito obrigada mais uma vez. Abraço.Lucelí Toledo

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  3. Também estou vivendo este momento, pior que não é de hoje que sinto essa insatisfação. Não consigo terminar nada do que eu começo por achar que aquilo não é pra mim, minhas ilusões são mais interessante e prefiro me trancar e imaginar.Ando cansada das minhas desistências diárias e estou procurando uma cura espiritual para ver se as coisas melhoram, na verdade não sei se isso irá ajudar, mas sei que tendo. Gostei bastante de saber que não estou sozinha nesse mundo.

    Abraços

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  4. É estranho, essa sensação. Tb sinto isso e quero fazer td o q tenho vontade e sempre tem um que me poda. Eu acho que pra tudo é difícil de acontecer, planejo, planejo e td da errado.

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  5. EU ME SINTO SEMPRE ASSIM, DESDE PEQUENA.
    ME SINTO MUITO INSATISFEITA E JÁ NEM ME PREOCUPO MAIS EM SONHAR ACORDADA PARA NÃO ME DECEPCIONAR MAIS.
    A MINHA ÚNICA ESPERANÇA É QUE EXISTA UM DEUS QUE A TUDO VÊ, ME SALVE.
    ME SINTO PROFUNDAMENTE INFELIZ, NADA ME FAZ SER FELIZ PLENAMENTE.
    NÃO TENHO PERSPECTIVA DE FUTURO ALGUM PARA MIM, AMO MINHA FAMÍLIA E MUITO, NÃO SE ENGANEM, MAS NEM ISSO ME TORNA CAPAZ DE MUDAR A MINHA VIDA , MEUS PENSAMENTOS, ESSE IMENSO VAZIO DENTRO DE MIM...

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  6. Comecei a me sentir assim depois de um mestrado desastroso onde não consegui os resultados que buscava e tive de aceitar uma carreira de sucesso financeiro mas não a almejada e sonhada por mim. Acho sempre que cai na teoria da mediocridade.

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  8. É duro olhar pra trás e ver que sempre fui assim na verdade. Quando se é jovem, no entanto, temos toda uma vida pela frente e a gente acredita: "Isso vai melhorar." E melhora. Vem faculdade, profissão, casamento, filho, promoção, cargos, amigos, práticas espirituais diversas, livros profundos, cursos espetaculares... e como Raul Seixas disse: "agora me pergunto e daí?" O vazio voltou e agora não há muito mais a esperar. As ilusões se foram e o mundo é o que é. E todas as conquistas parecem nada. Com essa insatisfação crônica vem ainda o risco de ameaçar o que conquistamos: o trabalho (já que a Empresa não segue a direção que você acredita), a família (quando aparece alguém que parece ser a companheira dos sonhos, mesmo dando vários sinais de que não é e que isso é uma utopia), os amigos (pois cada um tem seus interesses e não compartilham de sua visão). É bem solitária a vida sem uma ideologia. Como Cazuza gritava por isso e vivia, acho que ele possivelmente passou por isso.

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  9. Me sinto "aliviada" no sentido de que não souo único ser humano que sente-se aprisionado nesse sentimento paralisante e "auto-mutilante". Sim, sinto-me uma estranha no ninho quando vejo os demais trabalhando diariamente, respeitando sua rotina disciplinadamente e satisfeitos com sua vida, pelo menos mais que eu. Fiz faculdade de farmácia por que minha família queria, gostei do curso, do conteúdo mas não me sinto bem sendo funcionária. Já tive melhor de grana e não era feliz, satisfeita, agora o problema é a falta de grana ou, quem sabe se eu mudar de profissão... ou, ainda, serei feliz quando emagrecer etc etc etc. Quando jovem, a utopia preenchia o vazio: o Final Feliz como nas Novelas. Hoje, aos 40, o peso cai sobre meus ombros juntamente com a frustração...

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  10. Muitos de nós gostaríamos de ser diferentes ,mas não conseguimos vencer nossas imperfeições. Isso pode resultar em termos um coração que nos condena. O que me ajuda é a leitura da Bíblia e a meditação. As vezes não podem alterar nossa situação atual, mas podem mudar o modo de encararmos nossa situação. O estudo nos habilita a aumentar em conhecimento da magnanimidade de Deus. Aos poucos passamos a compreender que Deus não nos culpa pelo ambiente em que fomos criados, e Ele não nos culpa pelas nossas debilidades. Sabe que os fardos que muitos de nós carregamos - quer emocionais, quer físicos - muitas vezes não são resultados de nossas ações, e Ele amorosamente leva isso em conta. E assim consigo viver cada dia um dia...

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  11. Em parte me identifiquei... busco a mim mesma e a Verdade Maior... a espiritualidade de alguma forma me ajudou e ajuda... desde adolescência achava tudo estranho, tentando encaixar e nunca encaixo em grupo, sistema nenhum... o vazio da alma... hoje quero encontrar o lugar mais adequado para o corpo fisico que esteja de acordo com a meta da alma... hoje ja sei o que nao quero... não busco coisas materiais mas não tenho sonhos impossiveis. há uma maior aceitação pela limitação, o que está presente na minha vida e aproveitar os pequenos acontecimentos com alegria suave... é como um grande teatro... acho que tudo isso é a voz da alma que clama para trabalhar, achar a tarefa que deve fazer. então depois de anos de sofrer (tenho mais de 40 hj) quando percebo que estou assim e que as coisas nao estao dando certo... simplesmente procuro trabalho voluntario e vou ajudar outras pessoas... crianças, moradores de rua.. há muitos projetos e instituições que precisam de mãos... assim a alma sorri mesmo que ainda não esteja no lugar correto. hoje procuro observar mais as situações. vim tentar a vida em Londres, a cidade das oportunidades e onde poderia fazer money pra sonhos (nao os tenho...) só morar em meio a natureza, em comunidade, auxiliando crianças, idosos, animais, numa vida simples, descobrindo a verdadeira humildade, e leveza de não mais ter desejos e anseios...ta tudo certo e tudo como tem que ser... enfim mesmo o banho de civilização... não adiantou... nao achei emprego, e por fim minha personalidade aceita que não fui feita para certos padrões... uma vida de pobreza como diriam alguns, trará alegria a minha alma... a vida na roça... sem bens materiais...e tecnologias... e aceitando com calma em meu coração que tenho natureza diferente, respeito a familia que discorda e perdão por não poder seguir passos e da mesma maneira que familia e amigos... nos conectar a alma!!!!

    gostei de ver este site, gostaria de entrar em contato com alguns e nos unir nestas sensações para dar um salto e aprender a sorrir o coração e quando a dor vier, porque é normal e acontece nesta vida, saber que é só um momento... sem apegar-se a dor, vai passar aquela fase e novamente virá alegria na alma.

    já morei em várias cidades, meu CV é tão ecletico!! que bom que não estou só!

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  12. É realmente assim que me sinto, insatisfeita comigo mesma, e a unica coisa que vem na mente é fugir para algum lugar onde não se conhece ninguém e ter a leve ilusão de que conseguirei ter mais sucesso nesse outro lugar, mas como foi dito a unica coisa que buscamos inconscientemente é fuga para nossas frustrações.

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  13. Como já disseram acima, é difícil ver que o vazio continua mesmo depois de passarmos por todas as fases da vida humana, exceto a morte: nascimento, crescimento e reprodução. Conquistarmos uma posição estável (emprego, família, amigos, hobbies...).

    Concordo com a Letícia acima que percebeu a necessidade de aceitar as limitações da natureza humana e de nossa sociedade. Fica mais fácil aceitar as coisas com menos expectativas. Segue um link que fala um pouco sobre essa lógica:

    https://demografiaunicamp.wordpress.com/2013/10/30/porque-os-jovens-profissionais-da-geracao-y-estao-infelizes/

    E outro que desmente que a questão é apenas para uma certa geração:

    http://www.360meridianos.com/2013/10/sindrome-geracao-y.html

    Mas então tudo que temos a fazer é seguir feito zumbis a partir do momento que percebemos que não há nada mais a procurar, conquistar? Entendo isso como o fim de um ciclo e a abertura para outro. Uma nova percepção se abre e, aos poucos, nós seres humanos vamos realmente na prática aprendendo que ter uma certa condição, um conjunto de bens, pessoas e estilo de vida não resolve. Que a felicidade é um caminho para a descoberta pessoal e o autoconhecimento. A um ponto de irmos precisando de menos para ser mais. De não sermos mais dependentes dos outros, de coisas ou circunstâncias para estarmos em paz e harmonia.
    O reino de Deus está dentro de nós e não fora dele. À medida que vamos descobrindo-o, vamos também vivendo através dessa nova percepção e ajudando a transformar o mundo exterior e fazer o reino da paz ser mais real. Vejam como viviam os aldeões na época medieval e como o povo vive hoje... muita melhoria na qualidade de vida, saúde, cultura... Mas há um longo caminho a seguir.
    Uma estória que me recordei agora foi a de uma pessoa que estava para se suicidar e foi identificada por uma outra que lhe disse: “- Olha, você já perdeu sua vida. Então porque não ajudar outros que sofrem e precisam de abrigo, alimento e mãos dispostas a servir?” E assim essa pessoa achou uma razão para viver da forma mais simples direta e benéfica: ajudar ao próximo. E isso sem intervenções de interesses diversos de governos ou empresas. Podemos fazer o mesmo hoje, talvez até sem mudar tanto a nossa condição. Ou até mudando-a completamente!
    Aqui nesse ponto, todos poderemos lembrar das lições dos grandes professores, filósofos, religiosos que apontaram a felicidade, a salvação e a paz social em uma prática bem simples: amar ao próximo. O que faz bem, todos nós sabemos. Cada um pode fazê-lo isso à sua maneira, seja no trabalho, na sua família, no meio da rua ou com seus animais de estimação.

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  14. O inverno já foi, a chuva passou, e as flores aparecem nos campos. É tempo de cantar;... (Cântico dos Cânticos 2:11-12)

    “Assim como todos os seres vivos, as pessoas atravessam estações – a primavera das novas possibilidades, quando tudo parece excitante e fresco; o verão da realização, quando estamos cheios de energia e criatividade; o outono do desencantamento, quando começamos a perder o interesse; e o inverno do descontentamento, quando nos sentimos vazios, com medo de ter perdido o entusiasmo pela vida.” (Ryan M.J)

    Todos nós vivenciamos esse processo, mas muitas pessoas não o percebem. Por isso, tentam permanecer sempre na primavera e no verão e recorrem a medicamentos, distrações ou a qualquer recurso para impedir de entrarem no outono ou no inverno.

    É preciso lembrar que o outono e o inverno também fazem parte do processo de crescimento de qualquer ser vivo. Somente quando nos desapegamos dos maus hábitos das estações passadas é que criamos espaço para o novo.

    O jardineiro sabe que os ciclos da natureza são necessários. Não podemos plantar uma semente na estação errada e esperar que ela floresça na certa. Não se pode puxar as folhas ou abrir as pétalas do botão para acelerar o desabrochar de uma rosa. Tudo tem que acontecer no seu devido tempo. Nós também precisamos respeitar o tempo.

    Quando nos lembramos de que “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1), deixamos de tentar fazer a vida ser diferente do que é. O outono e o inverno duram o tempo necessário, mas sempre acabam, assim como a primavera e o verão. Esta é a lei da natureza.

    Nos países de clima temperado, o inverno é utilizado para a realização da poda da videira e tem por objetivo prepara-la para a frutificação. Essa “limpeza” é essencial para que a videira produza boas uvas, que se transformarão em bons vinhos.

    Tal qual a videira, nós também precisamos ser “podados” para nos preparar para a primavera de bons frutos. “Coisas como examinar o que é importante para nós, que dons possuímos e que tipo de legado queremos deixar. O inverno é a época ideal para nos prepararmos para o que virá, mesmo que ainda não saibamos muito bem o que será”. 

    Você pode estar passando por um momento de inverno pessoal. Você pode não saber o dia que ele acabará, mas pela fé você pode visualizar a primavera. O inverno vem e vai. E quando ele passar, as flores virão, e você poderá cantar louvores de gratidão ao Jardineiro que tem cuidado todos os dias de você.

    (Texto do Devocional Cristão - devocionaiscristaos+subscribe@googlegroups.com)

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  15. Sinto-me assim desde sempre. Tenho todos,esses sentimentos.

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  16. Sinto-me assim desde sempre. Tenho todos,esses sentimentos.

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  17. E que tal tentar fazer aquilo que se gosta ao invés de tentar fazer as coisas só porque é imposto pela sociedade? Eu fiz faculdade e gostei de fazer e não foi porque foi imposto nem porque os outros tb faziam. Foi porque queria mesmo fazer e voltava lá de novo se pudesse...

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  18. A vida não é perfeita. Mas nós estamos cá é para viver e aproveitar cada momento. Também tenho os meus dias de "ah! não me encaixo mesmo!" mas também tenho os outros dias onde consigo realizar aquilo a que me proponho e cada vez é uma pequena vitória.

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