sábado, 9 de março de 2013

A Psicoterapia de Orientação Analítica


A Psicoterapia de Orientação Analítica

Está incluída nas psicoterapias de insight (compreensão interna) e utiliza como referencial teórico a Psicanálise, por isso também é chamada de Psicoterapia Psicanalítica. Parte, portanto, de certas premissas básicas, como a existência de um sofrimento psíquico, de natureza consciente, que pode ter sido desencadeado por fatores externos atuais, mas que está intimamente relacionado a conflitos (emocionais) internos, estes eminentemente inconscientes, vinculados, por sua vez, a padrões estruturais da personalidade.

O processo terapêutico se baseia em dois pontos principais:

1. Na livre associação, quer dizer, o indivíduo em tratamento psicoterápico de orientação analítica deve ser capaz de comunicar todos os pensamentos e sentimentos que surgem durante a sessão terapêutica (freqüentemente de uma, duas, a três vezes por semana), o que vai permitir que o terapeuta compreenda os diversos significados conscientes e inconscientes dos mesmos.

2. Na capacidade do indivíduo de estabelecer novas compreensões emocionais internas de si mesmo e dos fatos e pessoas que o cercam, modificando, conseqüentemente, um ou mais padrões de comportamento. Como o objetivo é a aquisição, por parte do indivíduo, de compreensões emocionais (insight) e não apenas entendimentos intelectualizados de seus conflitos inconscientes e sua estrutura de personalidade, o processo terapêutico é geralmente mais longo e o resultado é permanente.

Desta forma, a Psicoterapia Psicanalítica está principalmente indicada em situações caracterizadas por inibições de certas capacidades que afetem o desempenho em uma ou mais esferas da vida do indivíduo, tais como profissional, amorosa, relacional, e cujos sintomas gerem desconforto psíquico em graus variados.

Também está indicada - como terapia exclusiva ou associada a outras formas de tratamento (psicofarmacológico, por exemplo) - em diversos quadros clínicos, tais como transtornos ansiosos, dissociativos e conversivos, de adaptação, de aprendizado (em crianças) e  transtornos depressivos e de ansiedade. Pode também ser utilizada na abordagem terapêutica de alguns transtornos de personalidade.

Fonte: Escuta Analítica


Um comentário:

  1. Acabei d ler alguns textos do blog e amei!!! Esclarecedores!! Estou repensando minha terapia...pod ser q eu me identifique mais com ump sicanalista do q com psicologo...
    O q pude perceber eh q nao eh facil conseguirmos mudar nossa maneiRa d nos enxergarmos, ou encontrar caminho spara nossos conflitos, mas tb nao eh impossivel...desculpe a acentuaçao teclado desconfigurado

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