quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O sofrimento no TOC





Meu nome é C., tenho 36 anos, sou divorciada e tenho uma filha de 9 anos.Desde que me entendo por gente sofro de TOC. A questão é que de uns tempos para cá a situação começou a se agravar e meu sofrimento tem sido intenso. Repetição de rituais, baixíssima autoestima, enfim sintomas que você deve conhecer pela sua experiência profissional. Fiz uso de medicamentos. Porém, o que realmente queria e quero, do fundo da minha alma, é conseguir viver com mais leveza e plenitude.
Na sua opinião, como devo praticar a terapia comportamental?


Resposta:
O TOC ( Transtorno Obsessivo Compulsivo) é um distúrbio de ansiedade bastante comum, que se caracteriza pela presença de obsessões e/ou compulsões, suficientemente graves para ocupar boa parte do tempo do indivíduo, causando desconforto e comprometendo seu desempenho profissional e suas relações interpessoais. Além do impulso para determinados rituais (organização, limpeza e outros), a pessoa pode ficar refém de pensamentos repetitivos e incontroláveis.

Ao lado da possibilidade de causa por fatores biológicos, fatores de ordem psicológica- como aprendizagens errôneas e crenças distorcidas- adquiridas em razão da educação, da cultura, do meio ambiente, podem contribuir para o aparecimento dos sintomas do TOC e, principalmente, para sua manutenção. É sobre essas causas que a terapia cognitivo- comportamental atua, e seu objetivo é justamente modificá-las.
Os tratamentos mais modernos para o TOC são feitos com medicamentos antidepressivos associados com a terapia cognitivo-comportamental.

Na terapia, além das sessões nas quais recebe informações sobre o TOC e sobre os recursos e técnicas para vencer os sintomas, o paciente faz exercícios práticos junto com o terapeuta, aprendendo a usar os recursos para, depois, utilizá-los em seu próprio domicílio ou local de trabalho. Espero que estas informações sejam úteis e a estimulem a persistir no tratamento. Abraço
Aglair Grein- Psicanalista

4 comentários:

  1. Prezada C.,
    Após ter lido o seu desabafo, me senti na obrigação de te escrever. Tive uma tia que era portadora de TOC e alguns anos após a sua morte, já na faculdade, comecei a namorar um colega de turma e adivinha... portador de TOC. Estamos juntos há 12 anos e posso te dizer que, apesar de eu não ter a síndrome, sei do tormento e da força que vocês, portadores, têm que ter para conviver com ela. Desde quando o meu namorado me revelou ser portador, tomamos a seguinte postura: compramos livros sobre o assunto para nos aprofundarmos, ele começou a tomar medicação e a fazer terapia... A Aglair mencionou, com muita propriedade, a necessidade de um tratamento que envolva medicação E terapia. Uma coisa sem a outra não te dará muitos resultados... Hoje meu namorado se sente mais "confortável" com os sintomas e não tem mais vergonha de falar sobre o problema que o acomete... Sua autoestima melhorou porque ele resolver conhecer o inimigo com profundidade para aprender a se relacionar com ele... reduzindo, e muito, o poder que a síndrome tinha sobre ele... Ele é servidor público e desempenha suas funções com competência... Moral da história: comece um tratamento sério, informe-se e aprenda a conviver com a síndrome... A partir daí sua vida irá melhorar porque vc terá aprendido a conviver com o TOC sem deixar abater por ele... Esse é o meu testemunho... Bjs!! Força!! Fique com Deus!!

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    1. gostei muito do seu testemunho..pq hoje etou sofrendo muito...eu tbm não tenho o toc mas meu marido .e sei o quanto sofremos juntos!!ele toma a medicação até melhorou um pouco mais ainda continua com seu rituais...e tem dias que ele tem mais rituais..eu sofro muito por ver ele assim.não sei mais oque fazer para ajudalo!

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  2. Muito obrigada Simone! Já marquei uma consulta para amanhã com um psiquiatra e estou firme no propósito de melhorar e aumentar a minha qualidade de vida. Vou fazer tudo o que for necessário por mim e pela minha filhinha. Um grande abraço pra vcs!

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  3. Eu tenho TOC desde os meus 13 anos. Hoje eu tenho uma postura diferente em relação a isso. Junto com minha filha, com 7 anos, fazemos terapia com atividades que me fazem superar o TOC... Amei o testemunho e fiquei confiante, mais ainda, de que posso melhorar. Bj

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