quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mulheres bem sucedidas




F.M.-Tenho 33 anos, um ótimo emprego, sou uma mulher bem sucedida, independente, mas não tenho sorte em se tratando de relacionamentos. Casei aos 22 anos, me separei depois de 4 anos porque ele me traía descaradamente.Fiquei sozinha um tempo e conheci meu atual namorado na praia, onde ele morava.Ele mudou-se para minha casa depois de 5 meses e trabalha em casa, como designer gráfico, sem compromisso de horários. O que acontece hoje é que ele leva vida de solteiro. Quando dá na telha pega meu carro e vai pra praia surfar com os amigos por uns dias, e só me avisa quando está lá. Não colabora com nada nas despesas ou manutenção da casa, chego do trabalho e encontro a turma dele a jogar videogame e tomar cerveja  ...Já brigamos muito por isso, mas não resolve, nada muda.Quando reclamo, me chama de mesquinha, dinheirista e ameaça me deixar.Semana passada vi uma conversa dele no Msn com uma mulher, o tom era de intimidade e virei louca, perdi o controle, mas ele disse que é amizade, que me ama, que eu estou vendo fantasma. Pior é que eu tenho medo de estar louca mesmo...Sou sozinha, sem familia por perto, morro de angústia só de pensar em deixá-lo.O que eu faço?


Resposta:
Nem sempre as mulheres bem sucedidas profissionalmente estão tranquilas e satisfeitas (como dizem e aparentam) nas relações amorosas ou sociais. Algumas sentem-se isoladas, solitárias ou impossibilitadas de mudar de parceiro afetivo, e, às vezes, a ele se escravizam. Preferem continuar com o que já existe, a buscar uma nova oportunidade. Não se encorajam para se afastar e acreditam que ele pode mudar, mesmo que nada indique que isso poderá acontecer. A independência emocional  não corresponde à financeira.

Há um papel complementar, um ganho secundário da sua parte, neste vínculo afetivo. Você parece precisar deste parceiro para suprir suas próprias necessidades, carências ou dependência. 

Mesmo conscientizada do fato que ele age com irresponsabilidade, está impossibilitada de resolver o caso só com a conscientização. Você precisa resolver outros assuntos ligados à sua condição feminina para mudar essa situação.
Para ser capaz de dizer NÃO você precisa resolver suas carências, sua dependência emocional. Uma psicoterapia deveria estar nos seus planos.

Ele, o namorado, é quem é, e parece estar se sentindo bem como é. A incomodada é você.
 Diz o ditado: 'os incomodados que se mudem.' -Mas antes, que se capacitem emocionalmente, digo eu. Abraço
Aglair Grein- Psicanalista

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